A inflação calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) voltou a subir na primeira semana de setembro. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o indicador registrou variação de 0,20% - taxa 0,06 ponto percentual acima dos 0,14% da última semana de agosto.
Foi a primeira alta do IPC-S desde o início de julho. O indicador vinha recuando há sete semanas consecutivas. Apesar da alta, no entanto, o IPC-S ficou menor do que o da terceira semana de agosto, quando foi de 0,24%.
Mesmo voltando a registrar deflação, os alimentos foram responsáveis por parte da alta do IPC-s na passagem da quarta semana de agosto para a primeira de setembro. A taxa do grupo passou de –0,71% para -0,38%. Destaque para a variação apontada por hortaliças e legumes, cuja taxa passou de -8,54% para -6,42%.
Também contribuíram para o acréscimo da taxa do IPC-S os grupos despesas diversas (de 1,04% para 1,22%), educação, leitura e recreação (de 0,26% para 0,40%) e transportes (de 0,21% para 0,25%).
Em contrapartida, os grupos vestuário (de -0,23% para -0,49%), habitação (de 0,72% para 0,56%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,43% para 0,38%) apresentaram recuos em suas taxas de variação.
Contribuições individuais
Entre os itens com maior influência de alta sobre o IPC-S, destaque para o mamão papaya, com alta de 21,03% no período. O limão, que subiu 48,31%, e a tarifa de telefone fixo residencial, com alta de 1,52%, também pesaram.
Na ponta contrária, as maiores influências de baixa vieram do tomate, que ficou em média 41,96% mais barato; do leite longa vida, com queda de 4,85%; e da batata-inglesa, cujo preço caiu em média 10,13%.