A Accenture, empresa global de tecnologia, consultoria e outsourcing, divulgou um estudo realizado com cerca de 2,5 mil estudantes que se formarão no final de 2008, em oito países, para compreender suas perspectivas e ambições em relação ao mercado de trabalho.
O estudo, que teve base em uma pesquisa realizada com mais de 100 estudantes no Brasil, identificou que 57% dos entrevistados dizem estar preocupados com o risco de a economia enfraquecida diminuir as vagas de emprego para os recém-formados. Dois em três jovens dizem estar à procura de uma colocação e 39% trabalham. Para nenhum dos entrevistados será fácil encontrar um emprego, porém os brasileiros mostraram-se mais otimistas. Apenas 8% classificaram como extremamente complicada a busca por uma ocupação, enquanto nos outros países esse número foi de 11%.
Apesar dessa preocupação, 71% dos formandos brasileiros acreditam que conseguirão um emprego integral até três meses após a graduação. 93% dos entrevistados esperam ter um bom salário em seu emprego, já 73% são mais idealizadores e esperam conseguir um trabalho interessante e desafiador. Benefícios como assistência média e oportunidade de trabalhar no exterior tiveram o mesmo percentual entre os entrevistados.
Entre os benefícios e as características menos votadas ficaram o ambiente e a amizade entre os colegas e a reputação da companhia no mercado e como empregadora.
"A Geração Y está entrando no mercado de trabalho com valores fortes e exigências com que os empregadores nunca tiveram que lidar anteriormente," afirmou Rodolfo Eschenbach líder da área de consultoria para organização e talentos da Accenture. "Para se familiarizarem com esse novo perfil, os empregadores devem encontrar maneiras de satisfazer as necessidades dos jovens trabalhadores, mantendo o equilíbrio com programas de mentoring e oportunidades desafiadoras para o crescimento, que os motivem a permanecer na empresa."
Com destaque para o desejo da Geração Y para alcançar o equilíbrio ideal entre a vida pessoal e o trabalho, o estudo identificou que mais da metade dos estudantes pretendem trabalhar menos que 40 horas na semana. A maioria dos entrevistados preocupa-se que as suas habilidades não sejam aproveitadas plenamente ou que eles não desenvolvam novas capacidades no primeiro emprego.
Entre os cursos mais procurados pelos estudantes brasileiros estão Computação e Ciência da Computação (16%), seguida por Administração (12%), Comunicação (11%), Direito (9%), profissões relacionadas à saúde (9%), Engenharia (9%), Biologia e Ciências Biomédicas (9%).