Como chegar ao mercado norte-americano com sucesso? Para Paulo Rocha, consultor especializado em levar empresas para lá, o primeiro passo é seguir à risca a estratégia do alfaiate. “Cada pessoa tem suas medidas e quer um tipo de roupa. O costureiro tem como missão ajustar os produtos ao gosto do cliente”, compara Rocha, executivo da HRM International, empresa que já auxiliou companhias como Aracruz, Braskem e Grupo Gerdau. Portanto, avaliar com cuidado cada produto ou serviço que será ofertado pelas empresas brasileiras nos Estados Unidos é questão de vida ou morte.
O que parece óbvio e simples tem sido na verdade um sério obstáculo para muitos negócios de brasileiros no exterior – principalmente nos Estados Unidos. “Todos os casos de fracassos passaram por falta de pesquisa e de conhecimento sobre características do público e da cultura norte-americana”, assinala. É uma lástima, segundo Rocha, porque muitos segmentos da economia brasileira podem lucrar com os Estados Unidos. “De artesanato aos aviões da Embraer, há espaço”, enumera. Nem mesmo as recentes intempéries que assolam as bolsas e a economia norte-americanas devem ser motivo para os inibir os brasileiros. “A tendência ainda é de baixa na bolsa norte-americana, mas isso vai estabilizar em breve”, confia. “O momento não impede, de modo algum, a inserção de empresas brasileiras nos Estados Unidos”. Rocha também sugere que as companhias, independentemente do porte, estudem a legislação norte-americana para cada barreira alfandegária, restrição, limite ou exigência. “Isto pode significar a sobrevivência do negócio”, enfatiza. No ano passado, o comércio entre os dois países movimentou cerca de US$ 39,1 bilhões.