Livre-se do lixo

06 de agosto de 2008 ąs 16:30
Pesquisas mostram que um em cada três e-mails que chegam à sua caixa postal é spam. Esse lixo eletrônico pode custar anualmente para as empresas R$ 1.500 por funcionário, de acordo com os dados da Nucleus Research, consultoria especializada em tecnologia e mercado financeiro. Em um levantamento feito com 849 usuários de e-mail corporativo nos Estados Unidos, a consultoria concluiu que o número de mensagens consideradas lixo eletrônico chega a 66%. Como resultado desse volume, os usuários gastam 16 segundos identificando e apagando cada mensagem indesejada, o que representa, de acordo com a consultoria, um custo anual de US$ 70 bilhões somente nos Estados Unidos. No Brasil, não se tem idéia de quanto é gasto em tempo e dinheiro para apagar essas mensagens. Mas, com certeza, seus funcionários perdem muito com isso. Portanto, vale a pena ter em sua empresa softwares que barrem a entrada desse tipo de mensagem.

Encontrados em caixinhas ou nos sites dos fabricantes para download, os programas antispam são fáceis de se usar. Muitas vezes eles estão atrelados aos softwares antivírus por uma questão simples: as mensagens indesejadas podem estar repletas de pragas cibernéticas. Nesse tipo de programa você pode classificar em listas as palavras-chave que considera mais ou menos nocivas ao seu computador. Por exemplo, palavras como 'pornô' podem ir direto para a lista negra. Nas listas brancas você pode colocar os endereços de e-mail que julga confiáveis e, na lista de quarentena, os e-mails suspeitos de serem spams.

Alguns softwares já fornecem listas negras predefinidas e atualizáveis, o que facilita a vida. 'O antispam não pode ser um empecilho para o usuário. Ele deve apenas se limitar a classificar o que é spam ou não e não deixar que nenhum e-mail importante se perca', afirma Fabiano Sabha, consultor da M&F Informática, especializada em segurança da informação.

Mesmo existindo versões gratuitas de alguns programas, muitas empresas optam por fabricantes que cobram pelo serviço. 'O custo de um dia sem trabalho por causa de algum vírus mandado por spam é maior do que o valor que gastamos em um ano pelo serviço de prevenção', afirma Mervyn Lowe, presidente da empresa de softwares educacionais Prodigy 3D. De acordo com Lowe, a empresa gasta R$ 2.500 por ano com os programas antispam. 'Com segurança não podemos brincar', diz.

A pedido da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, o consultor Fabiano Sabha testou alguns dos programas disponíveis no mercado. A idéia é fazer com que você escolha o melhor antispam para sua empresa. Confira, a seguir, o resultado dos testes.

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