O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou nesta semana que a campanha de incentivo ao consumo, a ser lançada oficialmente pelo governo dentro de alguns dias, tem o objetivo de proteger postos de trabalho. Segundo o presidente, a ameaça da perda de emprego está associada à falta de consumo. Lula disse ainda que não serão cortados programas sociais.
"[O trabalhador] pensa assim: eu não vou fazer a compra porque eu tenho medo de perder o emprego. O que eu quero dizer é que ele corre o risco de perder o emprego, se ele não comprar porque ele não comprando o comércio não encomenda para indústria, que não produz, e sem produzir, não tem emprego [na indústria]", disse Lula, durante solenidade que tratou de projetos que visam ao aperfeiçoamento do Programa Bolsa Família.
O presidente lembrou ainda as medidas tomadas pelo governo contra a crise financeira internacional, como incentivo ao crédito, garantias para gerar capital de giro e possibilidades de "irrigar" os bancos que financiam as indústrias de automóveis.
Lula voltou a dizer que a situação do Brasil é privilegiada em comparação a outros países. "Não estamos envolvidos na crise de crédito que os outros países estão", disse ele.
De acordo com Lula é preciso "encorajar" os empresários para que produzam mais enquanto os consumidores precisam ser "encorajados" a consumir. 'Não haverá crise no mundo que me faça tirar um centavo dos pobres que estão recebendo [ajuda dos programas sociais]', disse ele.
Homenagem
O presidente fez referência hoje às vítimas das enchentes em Santa Catarina. A pedido do presidente foi feito um minuto de silêncio em memória aos mortos, que chegam a 79 entre crianças e adultos.
Lula participou da entrega dos prêmios Práticas Inovadoras de Gestão e de Estudos do Programa Bolsa Família --que atende cerca de 11 milhões de famílias e que se tornou carro-chefe das políticas sociais do governo federal.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, o objetivo das premiações foi mapear e divulgar experiências bem-sucedidas que surgiram em cidades e Estados.
Participaram do evento os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), José Gomes Temporão (Saúde) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), além dos governadores de Goiás, Alcides Rodrigues (PP), e do Pará, Ana Júlia Carepa (PT).
"Sabemos os desafios que temos pela frente para fazer do nosso país uma sociedade justa na qual todos [que fazem parte da sociedade] tenham garantidos os direitos de sonhar e de ser [o que desejam]', afirmou Patrus.
Foram entregues prêmios a 16 vencedores, entre representantes dos Estados, municípios e de entidades civis.