Mapa da volatilidade: para desvendar o conceito e apontar as campeãs da Bolsa

O termo volatilidade virou rotina para quem acompanha diariamente a Bolsa brasileira. Uma brusca queda é rebatida por um movimento forte de recuperação, e por aí vai. Grandes oscilações em um curto intervalo de tempo não surpreendem mais.

No entanto, o conceito em si traz algumas ressalvas. Como definir volatilidade? A partir de quais variações uma ação pode ser considerada volátil? A resposta pode vir de diversas ferramentas, mas, grosso modo, volatilidade remete à afirmação anterior: um índice ou ativo sujeito a movimentos abruptos em breve intervalo de tempo. Para cima ou para baixo.

Na grande maioria das vezes, no entanto, volatilidade acompanha imprevisibilidade. Fica difícil apontar a tendência de tal papel no longo prazo entre uma rotina marcada por tantos altos e baixos. A partir daí que a volatilidade assume relação estreita com o risco da aplicação.

Mas tudo na Bolsa depende da estratégia de cada um. Às vezes, risco pode ser sinônimo de atratividade, pois relaciona maior potencial de ganhos. O investidor mais arrojado pode utilizar alguns indicadores para definir qual o melhor alvo para operações de day trade, por exemplo. Por outro lado, o mais conservador quer limitar a chance de perdas.

Como medir a volatilidade


Formalmente, volatilidade indica o grau médio de variação da cotação de um título ou determinado índice de subir ou cair intensamente em um curto período de tempo. Quando se afirma que uma aplicação é extremamente volátil, entende-se que esta aplicação está sujeita a fortes oscilações.

Pode-se medir a volatilidade de algum ativo de várias maneiras. Os indicadores estatísticos mais utilizados são Desvio Padrão, Variância ou o Beta. O desvio padrão indica a dispersão estatística da informação, ou seja, demonstra quanto o valor pode variar para mais ou para menos. É calculado a partir da raiz quadrada da variância.

Então, a variância mostra o quão longe em geral os valores de alguma variável se encontram do valor esperado. É o desvio em relação à média da própria variável, ou a famosa "média do quadrado dos desvios". Fugindo um pouco do marasmo da estatística pura, ambos dão idéia de dispersão.

O Beta

Na linguagem dos mercados, um indicador muito utilizado é o Beta. Relaciona basicamente o grau do retorno relativo de uma ação em relação ao retorno do mercado.

O beta do mercado é igual a 1 e todos os outros betas são calculados em relação a esse valor. Beta positivo sugere que a ação se move na mesma direção do mercado, enquanto beta negativo sugere um movimento em direção oposta. O cálculo é simples: covariância dos retornos do ativo em questão em relação aos retornos do benchmark.

O mapa da volatilidade

Com os conceitos em mãos, vale uma breve avaliação do mercado brasileiro. Voltando à estratégia de cada um, uma análise da volatilidade de cada ativo pode ajudar o investidor conservador a fugir das ações, neste sentido, mais "arriscadas"; como ajudar quem busca um bom papel para day-trade.

Considerando o comportamento das ações brasileiras nos últimos doze meses, e tomando por base de cálculo o índice de volatilidade "oficial" da Bovespa, calculado a partir do desvio padrão e que remete o valor observado no período em referência calculado em bases anuais (volatilidade do período multiplicada pela raiz quadrada de 252 - total de dias úteis em um ano), o papel mais volátil dentre todos os integrantes do Índice Bovespa é o ordinário da Rossi Residencial, com volatilidade anualizada de 62,35 pontos.


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