A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), São Paulo, lançou uma campanha de combate ao trote violento nas universidades. Criada pela pela agência Agnelo Pacheco, ação tem o intuito de acabar com maus tratos, agressões e humilhações sofridas pelos calouros, além de sensibilizar os veteranos sobre a extensão dos danos causados por esse tipo de prática Na metade do ano grande número de universidades e faculdades realiza processo seletivo e recebe novos estudantes em suas cadeiras e a ação busca engajar esse público. O slogan 'Entrar na faculdade tem que ser motivo de alegria' visa mobilizar toda a sociedade, passando pelo Judiciário, Ministério Público, Polícia Militar, entidades de classe, de ensino superior e centros acadêmicos. Segundo Fábio Romeu Canton Filho, presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (Caasp), braço assistencial da OAB-SP e Presidente da comissão contra o trote universitário, trata-se de um momento de comemoração para o aluno e para a família, que deve ser celebrado com alegria e sem violência. 'Sabemos que trotes levam dor e tristeza para as famílias por conta da violência e até mesmo a morte de alguns destes jovens. Por esse motivo não devemos tolerá-los no meio estudantil', afirma. Canton Filho alerta que diversas ações judiciais podem ser impetradas pela vítima de um trote, sejam de ordem criminal – como lesão corporal ou homicídio -; sejam de ordem civil – como indenizações de ordem moral e material. Para o presidente da OAB-SP, Marcos da Costa, é preciso mudar a cultura dos estudantes brasileiros. 'Os trotes violentos devem ser banidos definitivamente e o combate deve ser feito por todos, a começar pelos alunos veteranos, que precisam se conscientizar sobre as consequências dessa violência. A punição aos agressores também deve ser exemplar! É um dever das universidades coibir o trote violento adotando medidas para prevenir e punir quem desrespeitar as regras impostas pela instituição de ensino. Não podemos aceitar que universitários atuem em desacordo com os princípios das profissões que pretendem adotar; afinal, muitos desses alunos serão responsáveis pela vida das pessoas, pelo bem estar da comunidade e precisam ter essa consciência desde o início de sua formação profissional', finaliza da Costa.