Os sete pecados capitais do Storytelling

Especialistas apontam os principais erros cometidos por profissionais na construção de narrativas

Redação, Administradores.com,
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Storytelling é a prática de se contar uma boa história, seguindo uma narrativa articulada e que prenda a atenção do público. O método tem sido usado por empresas e profissionais para diversas finalidades, como lançar um produto, contar a história de uma marca e apresentar ideias durante uma reunião.

Contar histórias interessantes é uma das formas mais eficazes de criar relações de proximidade com o público alvo, no entanto, existem erros que podem colocar tudo a perder. Os professores Martha Terenzzo e Fernando Palacios listaram os sete pecados capitais do Storytelling, contidos no livro “O Guia Completo do Storytelling”, indicando como evitar e solucionar cada um deles.

1 – Gula

O erro é confundir “história” com “histórico” e colocar uma quantidade superior de informações àquela necessária para o funcionamento da narrativa.

Em empresas, são comuns vídeos de comemoração de aniversário contendo todo o histórico, ano a ano, de todos os prêmios ganhos, mudanças de sedes e aquisições. As pessoas deixam de assistir o vídeo nos primeiros minutos. Não tente contar mais do que pode narrar. Deixe apenas as informações mais importantes e que possuem valor dramático.

2. Avareza

Quando o patrocinador quer que sua marca apareça mais do que os personagens e a trama, temos um caso típico de avareza. É um dos erros que mais afasta a empresa de seu cliente. Para isso não ocorrer, é fundamental que a própria marca tenha uma história dentro do enredo. Uma estratégia é trocar o produto por um personagem que personifica os valores da marca.

3. Ira

Muitos Storytellers resolvem contar a primeira história que vem à cabeça quando se sentem inspirados ou pressionados e acabam em um beco sem saída. A técnica é ter ao menos um norte: um bom conceito para trabalhar, ter em mente um final para a história, personagens complexos e instigantes e de preferência uma moral para essa história.

4. Preguiça

O erro é delegar a tarefa de construir a narrativa para outras pessoas e não se envolver no processo. Envolva-se de corpo e alma na história e monte um time de Storytellers profissionais sempre que for preciso.

5. Soberba

Quem pensa na campanha de marketing antes de desenvolver a história comete o pecado da soberba. O mesmo vale para empresas que pensam no plano de mídia sem nem saber qual história irão contar. Apenas uma boa história é capaz de atrair a atenção das pessoas.

6. Vaidade

Investir mais energia em telling do que em story é o pecado da vaidade. Um exemplo é dedicar tempo e recursos na produção de um filme publicitário, do que em seu roteiro.

7. Luxúria

Em Storytelling é querer aplausos e para isso apelar para fórmulas fáceis, sem nenhum valor narrativo. Exemplo: usar personagens estereotipados, que reforçam um preconceito social, para arrancar uma gargalhada. Quem conta histórias assume uma grande responsabilidade. Uma boa narrativa sempre entrega algo além do mero entretenimento.