- O Brasil tem desenvolvido diversos projetos na área de proteção ambiental e as empresas têm se conscientizado da importância desta preocupação.
Mesmo assim, neste dia 5 de junho, quando comemora-se o "Dia Mundial do Meio Ambiente", o presidente da IP Desenvolvimento Empresarial e Institucional, Ingo Plöger*, afirma que ainda existe muito a ser feito. "No Brasil e América Latina temos ainda um grande potencial para buscar a sustentabilidade".
Mecanismo de Desenvolvimento Limpo
O País tem tido boa representação no mercado de créditos de carbono, que são certificados que dão o direito de poluir.
Segundo Plöger, entre os setores que mais investem na redução de emissão de gás carbônico na atmosfera, em linha com os preceitos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), destacam-se as empresas de Papel e Celulose, Aterros Sanitários, Reflorestadoras, Construção Civil e Energia.
Para facilitar o registro dos projetos e determinar o ranking de preferência - quais projetos que causam menos dúvidas, ou seja, aqueles com comprovação mais fácil de redução, são mais solicitados -, a Bolsa de Mercadorias e Futuros criou o Banco de Projetos da BM&F.
O objetivo do banco é fomentar o interesse do empresariado nacional pelo desenvolvimento de projetos de tecnologia limpa, fornecendo instrumentos eficientes de exposição desses projetos, e criar um campo facilitador de futuros negócios com créditos de carbono.
Parceria
O departamento de meio ambiente (DMA) da Fiesp e o Brazilian Carbon Bureau (BCB) assinaram, na noite da segunda-feira (04), parceria inédita, que viabiliza orientação gratuita para empresas interessadas em aproveitar oportunidades em créditos de carbono.
A partir do acordo, o BCB passará a contribuir com informações técnicas de como elaborar e desenvolver projetos, captar recursos para implantação dos projetos passo a passo e negociar os créditos de carbono gerados pelo empreendimento no mercado internacional.
O principal objetivo do BCB é fazer da sustentabilidade um grande diferencial competitivo e levar as pequenas e médias indústrias a lucrarem no mercado de carbono global.
Futuro
De acordo com Plöger, o primeiro passo já foi dado, "mas ainda é um começo; estamos longe do ótimo".
Para ele, o trabalho de conscientização é recorrente e depende da participação de todos, incluindo sociedade civil, empresarial e governamental.
* Ingo Plöger é presidente da IP Desenvolvimento Empresarial e Institucional, coordenador do Grupo de Trabalho sobre atração de investimentos estrangeiros para o Brasil da Câmara Americana de Comércio, diretor da ABAG e membro do conselho de administração do WTC, Embraer e Bosch.