São Paulo - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reiterou ontem (11) que o futuro da política monetária do país depende das decisões do Comitê de Política Monetária (Copom). Em palestra ministrada em um encontro de empresários, em São Paulo, ele disse também que fazer previsões sobre uma suposta queda da taxa de básica de juros seria uma irresponsabilidade, pois o cenário econômico mundial pode se modificar bruscamente nos próximos dias.
“Se pudéssemos pré-anunciar a taxa de juros, não precisaríamos do Copom e nós [do BC] poderíamos tirar férias”, respondeu ele, após ser questionado sobre quando haveria redução da taxa Selic. “O quadro econômico de 45 dias atrás pode não ser o mesmo dos próximos 45 dias.”
Meirelles disse que as autoridades monetárias estão observando atentamente a situação da economia nacional e os impactos da crise financeira no país para que possam tomar as medidas mais acertadas. Ele ressaltou, porém, o Brasil não deve necessariamente tomar atitudes iguais as adotadas em outros países, que, por exemplo, cortaram os juros para estimular o crédito.
“Os países precisa de remédios diferentes contra a crise. Isso depende da situação de cada um”, afirmou . “Até porque é bom lembrar que cada remédio tem o seu efeito colateral.”