O novo presidente da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), Marcelo Giufrida, disse nesta segunda-feira (20) que, na média, o mercado brasileiro de fundos de investimento foi menos afetado pela crise financeira que o do resto do mundo.
No país, segundo a Anbid, os resgates ficaram em 3% do total, enquanto em outros mercados, como o espanhol, os saques chegaram a quase metade do saldo.
“Em termos relativos, fomos menos afetados que outros mercados do mundo, disse Alexandre Zakia, vice-presuidente da Anbid. "Pela magnitude da crise, estamos até sofrendo pouco".
Para Giufrida, o recente fechamento de dois fundos de investimento no país não reflete a realidade do mercado. Segundo ele, os dois fundos encerrados mostram um problema localzado em opções bastantes específicas de investimento. Ele ressalta que o país tem 8 mil fundos abertos com 5 milhões de cotistas.
Segundo o presidente da Anbid, as medidas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que obrigam as empresas a ter mais transparência na divulgação de sua exposição em derivativos cambiais são positivas. Empresas como Sadia, Aracruz e Votorantim já anunciaram perdas com operações d ecamvio.
“A medida da CVM foi boa”, diz ele, salientando que ela permitirá que os investidores tenham informações mais claras sobre a real situação financeira das companhias em que investem. Entretanto, Giufrida diz que as medidas não serão necessariamente suficientes para acalmar o mercado.
“A palavra suficiente parece que nunca chega”. (...) É uma fase do mercado bastante sensível”.