O segundo dia do Fórum da Liberdade, promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE) foi marcado pela apresentação de painéis expositivos e debates entre os palestrantes. O terceiro painel contou com a participação do cubano Carlos Alberto Montaner; do coordenador do Grupo de Análise e Previsões da Diretoria de Estudos Macroeconômicos do IPEA, Miguel Bruno; e do economista e analista de empresas, Rodrigo Constantino.
Carlos Alberto Montaner defendeu a teoria da não existência de uma identidade latino-americana definida. Para o jornalista, a identidade de um povo está em constante mudança e as influências externas são benéficas para a sua construção. “A globalização é antiga e está presente na história do povo latino desde as suas primeiras relações culturais e econômicas”, afirmou. Segundo Montaner, esta relação entre culturas impulsiona a economia e qualifica os processos políticos. O palestrante acredita que a competição entre os mercados é saudável para toda a sociedade latina. “Esta abertura levará o povo latino ao desenvolvimento”, finalizou.
A segunda explanação foi proferida pelo coordenador do Grupo de Análise e Previsões da Diretoria de Estudos Macroeconômicos do IPEA, Miguel Bruno, que defendeu que é preciso haver uma harmonia entre o Estado e o mercado. “É fundamental que haja uma relação entre os dois, para promover o desenvolvimento real e sustentável”. Bruno acredita que o Estado exerce um papel fundamental no processo de globalização. “Um mercado sem a participação do Estado pode dar brechas para a clandestinidade e a pirataria”, ponderou.
O economista e analista de empresas, Rodrigo Constantino, abordou a importância da abertura dos mercados internacionais. Para Constantino, a competitividade gera o desenvolvimento. “A livre concorrência é fundamental para gerarmos crescimento econômico, fortalecimento cultural e desenvolvimento social”, enfatizou. Rodrigo acredita que o desenvolvimento do indivíduo leva a prosperidade da sociedade de uma forma geral. “A busca pela satisfação do indivíduo, conseqüentemente, levará à satisfação da coletividade. A globalização é a ampliação das necessidades individuais”. O economista afirmou que atender a exigência do consumidor é fundamental em um mundo cada vez mais globalizado e competitivo. Constantino avalia que o Brasil é um país fechado e não liberal. “O Brasil está fechado para o mundo. O Estado interfere em tudo. Desta forma não vamos ter chance alguma no mercado global”.
A programação segue com o painel “Aquecimento ou Histeria Global”, que contará com as palestras do bacharel em Física pela USP e doutor em Meteorologia – e Proteção Ambiental, Luiz Carlos Baldicero Molion e o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Philip M. Fearnside.
O evento acontece até às 19h desta terça-feira, no Centro de Eventos da PUCRS, no prédio 41, em Porto Alegre.