Mercosul exige concessões para avançar na Rodada Doha

O Mercosul voltou a exigir nesta segunda-feira (30) o fim do protecionismo dos países desenvolvidos como forma de encerrar com sucesso a Rodada de Doha para a liberalização do comércio mundial.

Os ministros e chanceleres do Mercosul, reunidos na cidade argentina de Tucumán, destacaram em uma nota seu objetivo de que os eventuais acordos sejam "ambiciosos" e garantam um "tratamento especial e mais favorável para os países em desenvolvimento".

Os ministros do Mercosul insistiram em uma "redução substantiva" dos subsídios agrícolas domésticos e na eliminação gradual, até 2013, das barreiras contra suas exportações para os países desenvolvidos, segundo comunicado difundido em Tucumán.

Na questão dos bens não agrícolas, o Mercosul advertiu que os países ricos devem ser "flexíveis" em suas exigências sobre uniões aduaneiras entre países em desenvolvimento, como o próprio Mercosul.

O diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), Pascal Lamy, havia convocado uma reunião ministerial de 30 países para tentar impedir o fracasso da rodada, após quase sete anos de negociações.

As tratativas estão bloqueadas pela guerra das nações pobres contra o protecionismo agrícola dos países desenvolvidos. Já as grandes potências, como Estados Unidos e União Européia, exigem que os países emergentes derrubem suas barreiras sobre produtos industrializados e serviços.


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