Ministro acredita que investimentos em logísticas devem ser mantidos

A crise econômica global ainda não está completamente dimensionada e seus efeitos ainda não podem ser calculados com exatidão, porém, o anúncio do ministro chefe da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro de Brito, de que os recursos financeiros para o segmento de infra-estrutura e logística serão mantidos até 2010 anima os empresários e as entidades do setor.

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), Alessandro Teixeira, em entrevista ao Portal Terra, explica que o órgão pretende aumentar o acesso a outros mercados promissores que podem compensar algumas perdas causadas pela crise norte-americana, o que mantém a necessidade de novos investimentos no setor de logística. Ele ressalta que a agência tinha no ano passado 33 mercados prioritários e que neste ano a lista caiu para 20 ou 21 mercados, o que não deve afetar o volume de comercialização, bem pelo contrário, deve alavancar. "Todos os mercados para nós são bons, ainda temos apenas 1% do comércio exterior mundial. Em termos gerais, é a mesma estratégia, mas teremos mais foco. Queremos consolidar mercados existentes e trabalhar mais focado", explica Teixeira.

O assunto vai ser uma das discussões do Itajaí Trade Summit 2008, maior encontro de negócios nas áreas de comércio internacional e logística da Região Sul e sétimo evento do gênero no país, organizado pelo Grupo NetMarinha. A feira (www.itajaitradesummit.com.br) acontecerá de 19 a 21 de novembro em Itajaí e sediará também a 130ª edição do Encomex, promovido em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) e a edição pioneira do I Congresso Brasileiro de Direito e Atividade Portuária. O idealizador do Itajaí Trade Summit, Ricardo Demasi, estima a participação de nove mil pessoas durante os três dias da feira.

Para Carlos Ienne, Diretor Geral Executivo da FedEx Express para a região do Mercosul, uma das apoiadores do evento, é preciso ganhar novos espaços, por isso é importante investir em promoção naqueles mercados que têm capacidade de resposta maior. Não podemos enxergar os Estados Unidos como o único país de destaque no cenário da exportação. A China, a Argentina, o Leste Europeu, a Ásia e o Oriente Médio podem ser boas alternativas. Com a crise, o cenário econômico mundial precisa ser redesenhado.

"O Brasil tem um potencial enorme para exportar, mas precisa trabalhar a sua cultura de exportação. Nos Estados Unidos, 50% do total de exportações é feito por pequenas empresas. Há muitos países europeus que testaram com sucesso consórcios de exportação, que facilitam vida do pequeno e médio empresário", comentou Ienne.

Os dois executivos embora se mostrem preocupados com os desdobramentos com a crise na economia mundial, estão otimista em relação ao crescimento das exportações brasileiras. Texeira argumenta ainda que novos mercados podem se consolidar a ajudar o Brasil a manter o seu superávit comercial nesse ano e alavancar o setor de distribuição e logistica. "É difícil apostar em mercados que mais crescerão, mas os Emirados Árabes e países da América Latina que não fazem parte do Mercosul, como Peru, Venezuela e Colômbia, podem incrementar bastante o comércio com o Brasil. Rússia e Polônia indicam que terão maior crescimento também", aposta o presidente da Apex.



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A economia mundial irá se recuperar em 2009?

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A economia não irá se recuperar em 2009.





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