Ministro afirma que crise mundial não vai prejudicar mercado de trabalho brasileiro

Rio de Janeiro - O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse hoje (20) que o Brasil está protegido contra a crise financeira internacional e que os seus desdobramentos não vão prejudicar o mercado de trabalho no país. Segundo ele, a expectativa é que este ano sejam criados no Brasil mais de 2,1 milhões de empregos com carteira assinada.

Para o ano que vem, a estimativa é de que haja mais 1,8 milhão de novos postos. “Só há possibilidade de esses números serem revistos se for para cima”, disse Lupi, que participa, no Rio de Janeiro, de um encontro de ministros do Trabalho do Mercosul.

Sobre a possibilidade de a crise atingir as empresas de exportação, causando demissão de funcionários, Carlos Lupi disse não acreditar que essas companhias já estejam sentindo os efeitos da crise, uma vez que elas trabalham com encomendas feitas com uma margem aproximada de um ano de antecedência.

“Essa crise está entrando no mundo agora, não houve tempo hábil para isso [atingir as empresas de exportação]. Há muita especulação, muita gente querendo ganhar dinheiro com a crise. É preciso ter tranqüilidade e confiança na economia brasileira, que vai muito bem.”

O ministro reconheceu as dimensões da crise e lembrou que ela não teve origem no Brasil. Segundo Lupi, o governo está tomando todas as medidas necessárias para “imunizar” o país. Ele também disse que o Banco Central está agindo de maneira “firme, eficiente e rápida”.

“A crise é forte, foi gerada pelos americanos, mas no mundo globalizado acaba vindo para o Brasil. Nós estamos tomando todas as atitudes para que tenhamos uma espécie de imunidade a essa crise.”

Lupi negou que a reunião entre ministros do Mercosul tenha sido convocada às pressas por causa da crise internacional. Segundo ele, o encontro já estava programado há algum tempo. Ele ressaltou que durante os três dias de reunião serão discutidas medidas de cooperação entre as nações participantes para valorizar o trabalho decente e ampliar o combate ao trabalho infantil e análogo à escravidão.

Ao final do encontro, será assinada uma declaração que reafirmará o compromisso de avançar no diálogo político com a Comunidade Andina e de aprofundar as discussões sobre a geração de emprego produtivo. Também será apresentado projeto de uma cartilha com esclarecimentos sobre como trabalhar no Mercosul com as legislações específicas na área vigentes nos países integrantes do bloco.



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