A visita do Ministro da Educação, Fernando Haddad, ao Conselho Federal de Administração (CFA), no dia 25 de agosto, deu início à discussão sobre a formação dos profissionais nos cursos de graduação em Administração e a adoção dos exames de proficiência para habilitação do recém-formado ao ingresso no mercado de trabalho.
Haddad convidou o Presidente do CFA, Adm. Rui Otávio Bernardes de Andrade, a participar e ajudar no seminário que o Ministério da Educação realizará em outubro, para discutir novos marcos regulatórios para a educação superior.
O Presidente apresentou uma série de sugestões ao Ministro, entre elas a criação de uma Câmara Setorial de Educação permanente para discutir os rumos do ensino superior no país, que contaria com a participação de membros dos conselhos federais, dirigentes, professores e alunos de instituições de ensino superior públicas e privadas. A Câmara Setorial seria criada como um fórum legítimo para o debate franco com o governo federal.
“Acreditamos que tais sugestões serão de grande importância para a melhoria da gestão dos procedimentos operacionais, legais e qualitativos relacionados aos cursos de graduação em Administração”, disse o presidente ao Ministro.
Outras questões apresentadas pelo Presidente ao Ministro foram com o objetivo da melhoria da qualidade de ensino nos cursos de Administração. São elas: a capacitação, em caráter de urgência, dos Avaliadores de Curso e Institucionais, assim como o pessoal operacional interno da SESu e do INEP diante das novas Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Bacharelado em Administração; a reativação da Comissão de Especialistas de Ensino de Administração (CEEAd), para assessorar a SESu e o INEP; a edição da Portaria Ministerial, com a finalidade de que o CFA e a ANGRAD participem de Comissões de Supervisão do Ensino Superior, afim de fiscalizar, de perto, as condições de oferta dos cursos de Administração, principalmente, aqueles comprobatoriamente comunicados pelo CFA à SESu, com informações sobre irregularidades ou condições precárias de funcionamento.
Além dessas questões, o Presidente pediu a homologação do Parecer CES/CNE nº 329/2005, referente à carga horária do curso de graduação em Administração, modalidade presencial, para harmonizar o que vem sendo praticado pelas IES (Instituições de Ensino Superior), em comum acordo com o CFA e a ANGRAD; e a suspensão da autorização de novos cursos, por um prazo de um ano, até que as recomendações oriundas do relatório do Grupo de Trabalho de Administração, integrados pelo MEC, CFA e ANGRAD, para que sejam discutidas e regulamentadas pelo MEC.