Ministro defende um salto de qualidade para o País durante Reunião do Conselho Superior do Movimento Brasil Competitivo

Nessa terça-feira, dia 21, das 10h às 14h, lideranças nacionais reuniram-se em Brasília para participar da 21ª reunião do Conselho Superior do Movimento Brasil Competitivo (MBC). Restrita aos conselheiros do MBC e convidados, o encontro ocorreu no Hotel Nacional, paralelamente ao 3º Seminário de Educação: Brasil Competitivo. Com abertura de Carlos Salles, presidente do Conselho Superior, o encontro teve a presença de Luiz Fernando Furlan, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e Elcio Anibal de Lucca, presidente da Serasa e vice-presidente do Conselho.

Durante a reunião foi realizado o lançamento do catálogo da I Bienal Brasileira de Design - mostra com a missão de difundir e promover o design brasileiro, que ocorreu em São Paulo, esse ano, entre os dias 20 de junho e 6 de agosto, no espaço da Oca (Parque Ibirapuera) e teve realização conjunta do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do Movimento Brasil Competitivo (MBC), contabilizando 35.543 visitantes. O catálogo, segundo o diretor-presidente do MBC, José Fernando Mattos, "foi a última etapa do processo da I Bienal, que obteve um positivo resultado final, fato que está refletido no catálogo". Para ele, "o catálogo não é apenas referente a mostra, mas funciona como um inventário do design nacional". A publicação teve versões em duas línguas, português e inglês, e será distribuído gratuitamente entre lideranças políticas, empresariais, diplomáticas e patrocinadores e apoiadores da I Bienal. O diretor presidente do MBC também anunciou, para o primeiro trimestre de 2007, o lançamento da II Bienal Brasileira de Design.

À convite de Carlos Salles, o ministro Luiz Fernando Furlan fez alguns comentários em relação aos aspectos da economia que tangem o MBC, referentes ao ano 2006 e às expectativas para 2007. Furlan falou que "o governo já manifesta em seu discurso que o Brasil não deve ficar dependente de commodities e deve, sim, explorar nichos de mercado e trabalhar com a inteligência, agregando valor e emoção aos seus produtos", ao respeito do que comenta que "os produtos que estavam expostos no I Bienal de Design apaixonaram as pessoas, mostrando que o setor público e o privado conseguiram levar adiante uma idéia, formando um ambiente de compromisso em torno de objetivos comuns". O ministro comentou que "o governo está consciente de que é necessário um salto de qualidade para um País mais competitivo, passando por questões como agregação de valor, investimentos e infra-estrutura". Para ele, o MBC tem grande valor nesse momento decisivo para o futuro do País.

Outro destaque ficou por conta da assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Movimento Brasil Competitivo (MBC). O termo de cooperação tem por finalidade a união de esforços para a realização de ações ligadas ao desenvolvimento tecnológico e industrial do País. Com o acordo, as entidades realizarão, de forma conjunta, estudos e pesquisas; intercâmbio de informações; promoção de cursos, seminários e eventos; e planejamento e estruturação de planos setoriais. Também serão desenvolvidos projetos de interesse comum e ações no âmbito da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior brasileira. Para o diretor do MBC, Claudio Leite Gastal, "é relevante para o Brasil ações estratégicas, como essa, capazes de promover a melhoria do patamar competitivo da indústria brasileira".

O presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Jorge Ávila, apresentou o projeto Modernizando a Gestão Pública no Instituto de Propriedade Intelectual, elaborado em parceria com o MBC e que tem por objetivo a reestruturação do Instituto, atuando na melhoria da gestão. Para Ávila, o processo está avançando bem e a instituição conseguirá se ajustar às melhores práticas de gestão pública. O presidente do INPI destacou que "vários aperfeiçoamento podem ser feitos na instituição com a ajuda do MBC".

Também fizeram parte da reunião a apresentação da situação política atual e a impressão do investidor sobre o Brasil, intitulada 2007 – Desafios e Perspectivas, pelo presidente da Arko Advice, Murillo de Aragão; e a apresentação do projeto Qualicidades do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pelo ex-prefeito de Vitória (ES) e coordenador do projeto Qualicidades, Luiz Paulo Veloso Lucas.

Estiveram também presentes na reunião os conselheiros Irani Varella, assessor da presidência da Petrobras, e Carlos Alberto da Veiga Sicupira (Varbra); além do presidente da ABDI, Alessandro Teixeira.

O Conselho Superior tem por função estabelecer o direcionamento político-estratégico do MBC. É composto por quatro Ministros de Estado, representantes da administração pública federal, e nove membros titulares, com seus respectivos suplentes, pertencentes a entidades civis privadas que participam como entidades associadas do MBC, que possuam identificação com a causa da competitividade, e à Fundação Nacional da Qualidade (FNQ).

Integram o Conselho Superior do MBC os ministros Dilma Rousseff, (Casa Civil da Presidência da República); Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior); Sergio Rezende (Ciência e Tecnologia); e Paulo Bernardo Silva (Planejamento, Orçamento e Gestão); e os empresários Jorge Gerdau Johannpeter (presidente fundador do MBC e presidente do Grupo Gerdau); Carlos Augusto Salles (presidente do Conselho Superior do MBC); Elcio Anibal de Lucca (vice-presidente do Conselho Superior e presidente da Serasa); José de Freitas Mascarenhas (Conselheiro da Odebrecht), Adilson Antonio Primo (presidente da Siemens); José Tadeu Alves (Merck, Sharp & Dohme); Carlos Alberto da Veiga Sicupira (Varbra); Sergio Gabrielli (presidente da Petrobras); Daniel Feffer (Vice-Presidente Coorporativo da Suzano Holding); Hélio Magalhães (presidente da American Express Brasil); e Geraldo Quevedo Barbosa (Becton Dickinson Indústrias Cirúrgicas Ltda).

O Movimento Brasil Competitivo (MBC) foi criado por um grupo de lideranças brasileiras em novembro de 2001 e é reconhecido como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), voltada ao estímulo e ao fomento do desenvolvimento da sociedade brasileira. O MBC tem como objetivo principal viabilizar projetos que visam o aumento da competitividade das organizações e da qualidade de vida da população.




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A economia não irá se recuperar em 2009.





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