O Banco Central já injetou cerca de R$ 45 bilhões na economia no mês de outubro com as mudanças anunciadas nas regras dos depósitos compulsórios. Dados divulgados nesta quinta-feira pelo BC mostram que o valor recolhido no compulsório caiu 16,6% até o dia 24 de outubro em relação ao final de setembro.
Os bancos são obrigados a manter depositada no BC uma parte do dinheiro aplicado pelos seus clientes. Essa parcela é chamada de depósito compulsório. Quando o BC reduz o compulsório, coloca mais dinheiro na economia, o que ajuda a aumentar o crédito nesse momento de crise.
No final de setembro, todos os recolhimentos compulsórios somavam R$ 272 bilhões. Com as mudanças anunciadas pelo BC, que diminuiu os valores a serem colhidos, o valor caiu para R$ 226,96 bilhões.
Depósitos a prazo
As maiores quedas se deram no compulsório sobre depósitos a prazo (CDBs, por exemplo) --que recuaram de R$ 60,5 bilhões para R$ 41,9 bilhões-- e na exigibilidade adicional, cujo recolhimento caiu de R$ 64 bilhões para R$ 41,6 bilhões.
Outra modalidade que foi flexibilizada pelo BC é o recolhimento sobre operações de leasing, que recuou de R$ 20,5 bilhões no final de setembro para R$ 16,3 bilhões.
Nos depósitos à vista e na poupança, os volumes ficaram praticamente estáveis, R$ 55,6 bilhões e R$ 71,4 bilhões, respectivamente.
Muitas das mudanças anunciadas pelo BC dependem ainda dos próprios bancos, que só terão o desconto no compulsório depois de comprarem a carteira de bancos pequenos. Outras já foram anunciadas, mas ainda não tiveram efeito na economia.
Ao todo, as medidas do BC podem significar a liberação de mais de R$ 100 bilhões para injetar mais crédito na economia.