Mulheres à beira de um ataque de nervos

Alguns chamam de "TPM", outros dizem que elas são sensíveis demais, há quem diga que a vida para elas é mais difícil, mas o fato é que, realmente, as mulheres são mais estressadas do que os homens. Pelo menos é o que afirma uma pesquisa feita pela SulAmérica Saúde, com 29.085 associados em 12 Estados e 160 empresas.

O levantamento, feito em um período de cinco anos, entre 2003 e 2007, constatou que 51% das mulheres entrevistadas se dizem mais estressadas no trabalho, contra apenas 28% dos homens. O ritmo da vida moderna está por trás do mau-humor e do estresse da mulher contemporânea.

Ainda de acordo com o trabalho, em 2007, 71,9% das mulheres entrevistadas disseram ser sedentárias, em comparação a 57,9% dos homens. Um dos motivos para esse sedentarismo, segundo os especialistas, está na dupla jornada feminina, que tem que se dividir entre cuidar da família e do trabalho.

"O cenário de descuido com a própria saúde acontece por conta da mudança nos padrões de vida entre o público feminino. Além de exercer vários papéis distintos, a mulher atual é mais sedentária: tarefas corriqueiras que as mulheres no passado realizavam com certo esforço físico, como ir a pé ao mercado e trabalhos domésticos, hoje são realizadas com meios que, apesar de oferecer conforto, não exigem nenhuma atividade física", dizem as autores do trabalho.

Mulheres, então, atenção! O nervosismo em excesso e as emoções à flor da pele podem ter efeitos mais negativos do que se imagina, para a saúde e para o trabalho. "As mulheres precisam aprender a gerenciar seu próprio tempo para não caírem na armadilha do estresse e perderem seu espaço no mercado de trabalho", diz a psicóloga e vice-presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), Sâmia Simurro.


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