Sebrae, Secretaria Especial da Mulher e Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais do Brasil (BPW) vão premiar histórias de sucesso
Conhecer experiências de outras mulheres empreendedoras e poder trocar informações com elas, bem como obter repercussão positiva para suas empresas. Estes são os motivos que levaram algumas mulheres de Mato Grosso a se inscreverem no Prêmio Mulher Empreendedora, promovido pelo Sebrae, em parceira com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e a Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais do Brasil (BPW).
Aos 37 anos, Gilsane Aparecida Fortes de Moraes é o que se pode chamar de uma mulher empreendedora. Depois de vender tudo após a falência de uma casa de carne, ela abriu uma pequena papelaria no centro de Cuiabá, onde vendia apenas para empresas e não tinha pró-labore – retirada de dinheiro mensal pelo empresário. Para sobreviver, vendia roupas à noite e nos fins de semana. Passados seis anos, ela é proprietária da Papel Nobre com duas lojas em Cuiabá, emprega 21 pessoas e investe pesado no treinamento de sua equipe que, segundo ela, é o coração de uma empresa.
“Minha primeira experiência como empreendedora foi aos 10 anos, vendia coco para ter meu dinheiro. Estudava em escola particular, mas como éramos seis irmãos, minha família passava algumas dificuldades”, conta com orgulho e saudosismo.
Na busca de aperfeiçoamento, Gilsane fez o Empretec – treinamento do Sebrae voltado para empreendedores – e diz que foi uma bênção em sua vida. “Abriu novas perspectivas, aprendi a traçar metas e a cumpri-las. Comprei um terreno, construí a papelaria com recursos próprios e depois ampliei com financiamento do banco. Tenho dívida, mas está em minha meta”, conta.
A jornalista Regina Deliberai, que já foi presidente do Sindicato de Jornalistas de Mato Grosso, trocou as redações por sua própria empresa. Há três anos, está à frente da Pau e Prosa, uma empresa de assessoria de comunicação que já emprega sete jornalistas. “Não é fácil se tornar empresária”, constata, acrescentando que é muito difícil administrar. “Esta é uma arquitetura complicadíssima”.
Segundo ela, só se consegue o verdadeiro salto, quando o empresário se antecipa às demandas. “O grande propulsor da empresa é o modo de fazer”, conta, ressaltando que não abriu mão de seus princípios porque virou empresária. Paga os impostos religiosamente, todos os empregados têm carteira assinada e nenhum deles recebe abaixo do piso da categoria.
O julgamento da fase estadual está marcado para os dias 10 e 11 de fevereiro e serão selecionadas três participantes. A premiação nacional está programada para a semana do Dia Internacional da Mulher, 8 de março, em Brasília.