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Como internacionalizar minha empresa?

A internacionalização é uma das principais alternativas do empresário brasileiro que quer expandir os negócios para mercados mais estáveis ativos. Confira entrevista com Marcelo Andrade, da Lucalex, sobre o assunto

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A crise econômica e a instabilidade política do Brasil continuam a prejudicar o crescimento e a estabilidade dos negócios, principalmente os de pequeno e médio porte. Com isso, a internacionalização vigora como uma das principais alternativas do empresário brasileiro que quer expandir os negócios para mercados mais estáveis e ativos.

Assim, há empresas especializadas em facilitar o processo de expansão, diminuindo as burocracias, facilitando a transferência e barateando os seus custos, como é o caso da Lucalex. A empresa foi fundada em 2012 com a missão de estruturar oportunidades de negócios para empresas de médio porte no Brasil e no Canadá, orientando as empresas brasileiras para que elas possam se integrar ao novo ambiente de negócios com mais agilizado e estrutura.

Presidida pelo empresário Marcelo Andrade, a Lucalex é especializada em análise de viabilidade focada no acesso ao mercado, financiamento e gerenciamento de risco, além de oferecer todo o suporte administrativo, mercadológico e de vendas para que a empresa em expansão possa operar de maneira eficiente com custos relativamente baixos. Marcelo Andrade é Engenheiro formado pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), Mestre em Economia pela Universidade de Toronto e já foi professor de risco-país na Universidade Ryerson. Além disso, trabalhou por 10 anos como “commercial banker” e foi gerente de risco-país para a América Latina do RBC-Royal Bank of Canada.

Abaixo você confere uma entrevista exclusiva com Marcelo Andrade, diretor da Lucalex, com dicas sobre como internacionalizar a sua empresa:

Administradores - Quando falamos em internacionalizar negócios, muita gente pensa logo nos aspectos burocráticos e legais, que são cruciais. Mas levar uma empresa para além das fronteiras do país envolve muito mais fatores, principalmente referentes à própria estruturação da organização em si para atuar lá fora. Quais são os principais desafios da internacionalização de uma empresa?

Marcelo Andrade - De fato, o motivo pelo qual se pensa primeiro em fatores burocráticos é porque no Brasil esses são os fatores que consomem muita energia e muito tempo.

Em mercados do G7, os fatores operacionais consomem muitíssimo menos energia, mas por outro lado encontra-se um ambiente competitivo muito mais acirrado, com uma necessidade muito maior de se buscar uma especialização e especificidade nas soluções oferecidas ao mercado.

Quais mercados têm sido mais atrativos para empresas brasileiras e por quê?

Depende. Para produtos de menor valor agregado, busca-se geralmente mercados grandes. Já para produtos mais complexos, soluções de maior valor agregado, as características do mercado-alvo podem ser até mais importantes do que o tamanho de tal mercado.

Por exemplo, há empresas inovadoras brasileiras que se beneficiam muito de encontrar uma base de clientes com um nível de sofisticação e entendimento de alto valor agregado, clientes dispostos a pagar valor elevado por soluções que agregam alto valor.

Vender em mercados sofisticados impacta a empresa como um todo, e às vezes até aumenta a percepção de alta qualidade, mesmo em outros mercados que não exijam tanto em termos de sofisticação do valor agregado. Ou seja, atingir sucesso em mercados exigentes confere um selo adicional de qualidade a empresa.

O mundo passa por um profundo redesenho das relações internacionais hoje: guerra fiscal entre China e EUA, incertezas sobre o futuro do Mercosul etc. De que maneira isso deve ser levado em conta na hora de tomar uma decisão sobre internacionalização e como esses cenários impactam as empresas brasileiras que querem ir para fora do país?

É importante buscar estabelecer presença em jurisdições estáveis, e posicionadas favoravelmente em termos geopolíticos. Economias abertas e com abundantes acordos de livre comércio são mais atraentes para uma base internacional do que locais onde o discurso nacionalista seja mais forte.

Vocês na Lucalex atuam especificamente no apoio à internacionalização de empresas entre Brasil e Canadá. Quão atrativo é o Canadá para negócios brasileiros?

O Canadá é um excelente lugar para se testar se um conceito de negócio é bem recebido em mercados do G7. O país é imbatível em pelo menos 4 grupos de fatores: 1) Acesso a mercados do G7; 2) Forte ecossistema de geração de conhecimento; 3) Baixos custos e facilidade burocrática de fazer negócios; 4) Qualidade de Vida.

E como funciona o processo intermediado por vocês? O que uma empresa interessada em ir para o Canadá precisa fazer?

Vir para um país como o Canadá sem um bom planejamento é uma estratégia de alto risco e alto custo. A primeira coisa que precisa ser feita é um bom entendimento do mercado local, das dores específicas locais, e buscar mapear o que nas soluções oferecidas pela empresa brasileira consegue resolver especificamente essas dores locais. Chamamos esse processo de Estudo de Viabilidade.

Do ponto de vista legal e burocrático, quais os principais desafios para as empresas brasileiras interessadas em ir para o Canadá?

Do ponto de vista legal e burocrático, o maior cuidado a se tomar no Canadá é fazer tudo de forma bem planejada e dentro das regras canadenses. Há uma tolerância muito baixa para erros. Também é necessário atenção especial sobre como uma presença canadense afeta as operações no Brasil, inclusive obrigações tributárias.

Como vocês ajudam a empresa a saber se o mercado estrangeiro é realmente interessante para ela?

Uma presença no Canadá pode ter dimensões além de puramente vender os produtos em um mercado externo. Nossos clientes tem 4 fatores motivadores em comum entre eles, e esses costumam definir se uma presença no Canadá faz sentido ou não para a empresa:

1) Um sentimento de que o que produzem é de nível excelente e competitivo no mundo todo, 2) querem acesso a mercados exigentes (e que pagam por alto valor agregado) como os países do G7, 3) tem um forte foco em inovação, pesquisa e desenvolvimento, e 4) Alavancar no mercado o “selo de qualidade” gerado pela presença canadense.


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