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Como transformei o LinkedIn em meu escritório

"Cheguei a dedicar 6, 7 horas por dia"

Daniel Araújo, www.administradores.com,
iStock

Imagine ter acesso e poder conversar com algumas das mentes mais poderosas do mundo a qualquer momento. Ser ouvido pelas maiores empresas do planeta. Receber orientações que lhe fazem economizar milhares de dólares. Perguntar e ser respondido sobre onde é melhor atuar no cenário global?. Você deve estar pensando: "Isso não é possível". Mas é.

Sempre tive um problema com barreiras e conceitos pré-estabelecidos. Desde cedo, achava que era capaz de coisas maiores do que as pessoas me diziam que eu era. Também tinha o "problema" de enxergar as coisas ao contrário.

Nunca soube por exemplo o que significava a segunda gaveta num armário com 4 gavetas (de cima para baixo ou de baixo para cima?). O estranho é que todo mundo ao redor sabia qual era a gaveta a que se referiam.

Cresci assim, questionando, não entendendo e, como a maioria dos brasileiros, tendo que derrubar gigantes todos os dias. Fui agraciado com a era da tecnologia, comecei a conhecer e sentir que era nesse território em que deveria estar. Depois de algumas tentativas frustradas, consegui com dois sócios criar minha startup de tecnologia.

O desafio de montar a startup do zero me fez ver que era necessário criar conexões incríveis com pessoas e empresas do porte das que citei lá no início do texto. Considerando que nunca fui mesmo de aceitar preconceitos, me deparei com uma nova experiência incrível, que se chama LinkedIn.

Isso mesmo, aquela rede social profissional que é só a maior do mundo, se tornou minha casa. para conseguir “hackear” a fundo o aplicativo e percebi que se tinha uma coisa que ele não era, era simplesmente um aplicativo.

Comecei a descobrir que o app era capaz de transformar coisas impossíveis em coisas reais. Entenda, não funciona como mágica, é necessário muito tempo debruçado sobre a plataforma, observar a forma, o comportamento das pessoas que se deseja conectar.

Entendendo os padrões dos usuários (e adaptando os seus)

Comecei a observar o horário em que o meu "target" entrava na plataforma para postar seus conteúdos. É isso mesmo, fiz isso com um presidente de uma multinacional que desejava muito abordar. Descobri que ele só entrava no LinkedIn aos finais de semana, bem cedo. Compartilhava coisas, gostava de outras e saía. Ali estava minha oportunidade de chegar até ele. Isso significava mudar meus hábitos, significava me moldar ao padrão dele de utilização.

Depois de algumas semanas buscando encontrar o padrão dele, preparei minha abordagem e fiz o que muita gente não sabe sobre o LinkedIn. Você pode enviar convites diretamente para pessoas que não conhece pelo seu app no smartphone. Sem a necessidade de conhecer a pessoa ou ter indicação. Essa é uma das dicas que passei a compartilhar com pessoas em hangouts que fiz, com o intuito de mostras às pessoas que o LinkedIn pode ser muito mais do que o que pensamos.

O resultado disso foi tão impressionante que as pessoas que assistiam se sentiam motivadas a pegar seus projetos e procurar potenciais consumidores através da ferramenta.

Na história que contei lá em cima sobre a abordagem ao presidente da multinacional, o resultado foi impressionante. Não só consegui a atenção dele, como fui convidado a apresentar meu projeto na sede de sua empresa.

Depois disso, ainda foram alvos desse método empresas como, Apple, Google, o próprio LinkedIn, todos com excelentes resultados.

Ser mais que um usuário, ser ativo

O que mais me impressionou em tudo isso, foi descobrir que eu tinha encontrado um jeito novo de lidar com a plataforma, um jeito não convencional, como relatou o Felipe Matheus, escritor e especialista em Linkedin no Brasil, com livros escritos sobre o tema.

"O Daniel representa o que todo empreendedor e profissional envolvido em negócios e vendas deveria ser no LinkedIn: um usuário ativo. Cuidar da rede, compartilhar e distribuir conteúdo buscando os contatos certos com entusiasmo e, como todo usuário que busca seus objetivos de negócio deve agir na rede, e não somente tratá-la como banco de currículo. A rede é profissional e vai muito além de contratar e recolocar profissionais no mercado por recursos humanos e Daniel conseguiu desbloquear a sua rede para alcançar seus objetivos de negócios tratando-a como seu escritório onde recebe para conversar todos os dias seus atuais amigos e colegas e novos contatos da rede”, disse pra mim o Felipe.

O que pretendo fazer? Por que este texto?

Quero levar ao máximo de pessoas que conseguir a mensagem de que o LinkedIn pode se transformar no meu e no seu escritório. A vista dele é para o mundo todo!

Acompanhe-me no LinkedIn: https://br.linkedin.com/in/daniel-araujo-91637633