Consumo de vinhos espumantes e champanhe pode dobrar no Brasil, segundo estudo

O estudo The Commitment Economy é resultado de uma pesquisa global da TNS realizada com mais de 39 mil consumidores em 17 países

Redação, Administradores.com,

A TNS divulgou nesta sexta-feira (17) um levantamento que constatou que o consumo de champanhe e vinhos espumantes pode dobrar no Brasil. Isso pode ocorrer devido a demanda dos consumidores por sofisticação.

O estudo The Commitment Economy – resultado de uma pesquisa global da TNS realizada com mais de 39 mil consumidores em 17 países – revela que o aumento nos gastos dos consumidores atuais dessa categoria combinado ao ingresso de novos consumidores nos mercados emergentes representa uma oportunidade para que os fabricantes dessas bebidas ganhem espaço das bebidas alcoólicas tradicionais.

De acordo com a pesquisa, na média global, o champanhe e outros vinhos espumantes têm potencial para aumentar a sua participação nas ocasiões de consumo de 5,1% para 7,8%, se todos os entrevistados tivessem a possibilidade de consumir essas bebidas. Potencial próximo ao do Brasil, onde o consumo atual é menor, 3,5%, mas pode chegar a 7,7% Mas também existem oportunidades em mercados maduros como o Reino Unido e os EUA onde a participação da categoria poderá dobrar. O sabor, sofisticação e a indulgência que cercam o consumo dessas bebidas são o seu principal atrativo.

Jan Hofmeyr, responsável global pelo estudo da TNS, acrescenta: "Constatamos um interesse global pelo consumo de vinhos espumantes e champanhes, mas o preço ainda é uma barreira relevante. Essas bebidas são percebidas como indulgentes e apreciadas principalmente em ocasiões especiais. A boa notícia para os fabricantes é que os consumidores acreditam que essas bebidas têm um sabor superior e proporcionam uma sensação de prazer maior em relação às outras bebidas alcoólicas".

Luciana Piedemonte, responsável pelo estudo no Brasil, completa: "Se os fabricantes da categoria conseguirem tornar os vinhos espumantes e champanhe mais acessíveis, tanto no Brasil como nos outros mercados emergentes, e posicioná-las como bebidas para celebrar a vida, e não apenas para o consumo em ocasiões especiais, eles terão muitos motivos para brindar".

Entre todos os 17 países investigados, o Brasil é o segundo mercado em potencial de crescimento, empatado com a África do Sul. A Espanha foi a única em que o consumo da categoria deve cair, cerca de 0,4% no share de consumo. Porém, com o crescimento internacional da demanda, os produtores de cava – espumante espanhol – não terão motivos para se preocupar, desde que possuam uma distribuição eficiente. 


 

Champanhe e vinhos espumantes

 
  Share atual¹ Potencial de crescimento¹
Nigéria 3.6% +5.4%
Brasil 3.5% +4.2%
África do Sul 2.4% +4.2%
Reino Unido 5.0% +4.1%
Holanda 2.8% +3.5%
EUA 3.5% +3.0%
Rússia 8.1% +2.9%
China 0.7% +2.5%
França 12.5% +2.2%
Alemanha 9.9% +1.9%
Índia 0.4% +1.9%
Turquia 2.8% +1.8%
Austrália 7.6% +1.7%
Polônia 4.5% +1.6%
Espanha 8.7% -0.4%
Global 5.1% +2.7%

 ¹ O share representa a penetração da categoria entre os consumidores.

Sobre os resultados da pesquisa, Jan conclui: "O estudo não indica que os consumidores pretendem aumentar o consumo de bebidas alcoólicas em geral, mas revela que eles gostariam de consumir bebidas espumantes com mais frequência. Os fabricantes de outras bebidas alcoólicas devem ficar atentos, já que será preciso desenvolver a lealdade e o comprometimento dos consumidores com suas marcas para evitar que os seus market shares sejam afetados pelo desejo dos consumidores pelos espumantes".  



Tags: aumento campanhe consumo vinhos

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