Diretor financeiro influencia diretamente os resultados da empresa, diz pesquisa

Outra peculiaridade brasileira é em relação ao papel dos CFOs, que têm mais chances de assumir as funções de presidente

Karla Santana Mamona, InfoMoney,
O perfil dos diretores financeiros impacta diretamente nos resultados das empresas. Um levantamento realizado pela unidade de consultoria da IBM aponta que os executivos que se preocupam com a área de finanças e contribuem com ideias para os negócios ajudam a aumentar em 14% a receita, em média.

Além do incremento na receita, a margem de lucro pode ter alta média de 11% e o retorno sobre investimentos pode crescer 12%. Eles também propiciam reação mais rápida das empresas a fatores externos.

 

Quatro perfis de executivos financeiros


O estudo também identificou a existência de quatro perfis de executivos financeiros: consolidadores de resultados (33%), gestores eficientes (32%), consultores parciais (12%) e integradores de valor (23%). Conheça a característica de cada um:

  • Consolidadores de valores: mantêm o departamento funcionando com pouca produtividade e direcionado para apuração de resultados;
  • Gestores eficientes: focados na produtividade do setor financeiro;
  • Consultores parciais: envolvem-se nas decisões de negócios, embora com muita dificuldade, pois apresentam limitações na produtividades das finanças;
  • Integradores de valores: contribuem realmente para os resultados financeiros e o desempenho dos negócios.

“Esse último perfil deve ser objetivo de todo CFO (Chief Finance Officer) e pode ser alcançado em etapas. Para isso, o diretor financeiro deve priorizar a entrega de informações confiáveis, por meio de padronização e automação dos processos, eficaz gerenciamento de risco e uso de ferramentas diferenciadas para suportar o processo analítico e decisório nas empresas”, afirma o líder de serviços em consultoria da IBM para a América Latina, Ricardo Gomez.

 

Impacto na atividades do departamento


Em relação aos fatores que impactam diretamente nas atividades do departamento de finanças, estão mudanças nas demandas do consumidor, do comércio global, acesso e disponibilidade do capital, políticas governamentais e risco crescente.

 

Gomez explica que o novo cenário pós-crise tem exigido mais desses profissionais. “No Brasil, onde a turbulência foi mais leve e rápida, foram entrevistados 65 CFOs de diferentes setores. Aqui, mais do que no exterior, a agenda dos diretores financeiros está focada em contribuir com a performance empresarial e reação e antecipação às demandas de mercado”, acrescentou.

 

Perfil do executivo financeiro no Brasil


No caso do Brasil, o histórico de instabilidade da economia do País também gerou maior ênfase no desempenho financeiro, tornando na maioria dos casos a excelência da gestão financeira tão importante quanto a eficiência operacional das empresas. Outra peculiaridade brasileira é em relação ao papel dos CFOs, que têm mais chances de assumir as funções de presidente.

 

A pesquisa afirma ainda que os CFOs brasileiros acreditam que as pressões de seus respectivos mercados de atuação vão aumentar os obstáculos e também as oportunidades de negócios nos próximos três anos.

 

Entretanto, o Brasil apresenta mais problemas na automação das rotinas- mais de 50% das empresas produzem métricas manualmente, cerca de 10% não têm padrões e 20% não têm processos uniformizados em comparação com os demais países. Além disso, não há uma preocupação com a criação de uma plataforma única para relatórios que concentraria dados e daria uma visão completa e mais confiável dos principais indicadores.

 

A rotina do CFO brasileiro está concentrada nas operações transacionais (55%), com apoio a decisões corporativas (23%) e iniciativa de controle, seguindo esta ordem.

 

Sobre a pesquisa


O estudo foi realizado com 1,9 mil diretores financeiros de 81 países. No Brasil, foram entrevistados 65 CFOs.



Tags: CEO finanças financeiro resultado

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