Negócios: como intuição e criatividade ajudam na tomada de decisão

Como ser coerente e assertivo além do “sim ou não” e das incontáveis análises, projeções de cenário e pesquisas de mercado?

Redaçãoa, Administradores.com,
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Com o freio na economia e a previsão de um cenário ainda instável para os próximos meses, a palavra de ordem para empresas e profissionais é cautela. Escolher, tomar uma decisão, pede muito mais atenção e recursos além do racional. Mas como ser coerente e assertivo além do “sim ou não” e das incontáveis análises, projeções de cenário e pesquisas de mercado? Ana Abrantes e Stela Maria Sanmartin respondem com o livro “Intuição e criatividade na tomada de decisão”.

 No título, lançado pela Trevisan Editora, as autoras abordam o potencial de uso da intuição em ambientes de trabalhos pautados pela racionalidade e explicam que, apesar das pessoas afirmarem reconhecer o valor da intuição, têm pouca segurança para explorá-la e pouca liberdade para tratar dela abertamente. Como consequência, a habilidade acaba sendo comumente utilizada em silêncio e pouco desenvolvida por não permear as interações sociais e, assim, ter a espontaneidade de seu uso.

“Em tempos de crise é muito importante sermos intuitivos, pois as seguranças são abaladas e é exatamente nesse momento que precisamos nos reinventar para gerar respostas diferentes das conhecidas. A intuição, anterior ao insight, vem a favor da criatividade e é uma forte aliada dos processos criativos que originarão as inovações”, comenta Stela Sanmartin.

O livro permite compreender como o exercício da criatividade pode aprimorar a intuição e como ela pode alimentar a criatividade, num círculo de contribuições recíprocas. “O propósito desse livro é despertar profissionais, dentro e fora das empresas, para o poder intuitivo, facilitando o seu acesso e seu uso na vida diária profissional”, completa Ana Abrantes.

Ainda segundo as autoras, a intuição é uma outra forma de pensar, mais ligada ao sentir. Ela está vinculada com o saber sensível, mais profundo, com as sutilezas que indicam caminhos diferentes daqueles relacionados ao pensamento rápido, que nos leva a respostas já conhecidas ou mais óbvias.