O papel do gestor no negócio de franquias

Quando o gestor é ausente da operação da rede, deixa o seu franqueado em situação de vulnerabilidade e sem saber a quem pode recorrer

Márcia Ximenes, Administradores.com,
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Começar um empreendimento nem sempre é uma tarefa fácil. Há quem sonhe em ser dono do próprio negócio e consiga isso com facilidade, mas há quem sonhe com isso e não tenha ideia de por onde começar.

Um dos caminhos mais seguros e práticos para quem começa a empreender é apostar em um negócio já testado e com resultados comprovados. É por isso que o setor de franquias tem ganhado muitos adeptos nos últimos anos, já que oferece, além do direito de uso da marca, toda o know how do franqueador.

Apesar disso, apenas optar por uma franquia não basta, é preciso escolher uma franquia em que os gestores estejam disponíveis para auxiliar. Quando um franqueado chega a uma nova rede, ele procura por um referencial, alguém que faça o papel de mentor e que mostre uma solução compatível para cada um dos possíveis problemas apresentados.

O gestor é quem tem o domínio da informação sobre o negócio. Ele sabe quais são os melhores caminhos para atingir um objetivo, quem são os melhores fornecedores e tudo aquilo que pode ou não dar certo. Quando o gestor é ausente da operação da rede, deixa o seu franqueado em situação de vulnerabilidade e sem saber a quem pode recorrer.

Como gestora de uma rede de franquias acredito que é necessário muito além dos cinco minutos de conversa, um cafezinho, algumas cláusulas e da assinatura de um contrato. É preciso ter tempo e disposição para receber os franqueados, conhecer as suas histórias de vida, suas expectativas, ouvir o que eles têm para dizer, para só depois traçar metas e caminhos que vão ajudá-lo a chegar ao sucesso.

É preciso lembrar que por trás de cada nova franquia existe uma pessoa cheia de emoções e vontades, que precisam de muito carinho e respeito para que o seu negócio atenda ao seu desejo de empreender e de alcançar o sucesso. São pessoas que sonham e que lutam por um ideal que as motivam a acordar todos os dias, mais e mais.

Por isso, o gestor não pode enxergar o franqueado apenas do ponto de vista financeiro, mas entender que é necessário fazer a vez de amigo e conselheiro, pois ao contribuir para que ele dê certo, estará contribuindo para uma cadeia inteira que envolve muito mais do que apenas números. Precisa entender que o seu papel é, sim, ser apaixonado pelo negócio, mas é também ser apaixonado por gente.

Márcia Ximenes — Diretora de expansão da rede de microfranquias Flyworld.