Mais comentada

O Prêmio Nobel e a Economia Comportamental: o que a educação pode aprender com eles?

O economista comportamental Richard H. Thaler levou o Prêmio Nobel de Economia de 2017. Em pleno século XXI, o que isso realmente significa para a educação na área dos negócios?

Fappes, Publieditorial,
iStock

No último dia 09 de outubro, o mundo ficou sabendo quem era o grande ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 2017: Richard H. Thaler, economista comportamental, altamente respeitado em todo o mundo. Isso nos prova que, cada vez mais, iniciativas que fogem da tradicionalidade vêm tendo seu merecido espaço em todo o mundo, e essa foi a vez da área que acredita na influência dos mais diversificados comportamentos humanos nas decisões econômicas.

A ideia da Economia Comportamental tem como base os seres humanos, repletos de sentimentos, valores, situações. Diferente da ideia de economia inicial, onde as teorias econômicas eram pautadas pela racionalização, a economia comportamental vem quebrando toda a ideia de "razão". Chega a ser uma mistura de economia e psicologia, uma mistura que afirma a influência da cognição nas decisões econômicas.

Thaler é um dos grandes estudiosos que defendem e contribuem muito para que a Economia Comportamental evolua. Logo após ganhar o prêmio, ele mesmo disse: "Para fazer uma boa economia, você deve ter em mente que as pessoas são humanas". Ele criou a teoria da contabilidade mental, que explica a tomada de decisões financeiras como várias contas separadas na mente das pessoas, sem que elas tenham noção do impacto geral de cada decisão individual.

O que tudo isso tem a ver com a educação?

A premissa da Economia Comportamental é o estudo empírico. Isso significa que todo o debate da área poderá tomar as dimensões necessárias na medida que os estudos com práticas reais forem contribuindo com a evolução do tema, e isso só poderá acontecer com o incentivo na educação.

"Não há como evoluir de forma eficaz se não somos capazes de dar a devida importância para disciplinas da nossa atualidade. Estamos no século XXI e precisamos abrir o leque de possibilidades de temas, principalmente para temas como a Economia Comportamental", explica Luis Antonio Vilalta, Head de Metodologias Inovadoras da Fappes Blox, uma escola de negócios paulistana. 

Situada na região de Perdizes, a faculdade teve sucesso ao implantar um sistema gamificado de educação, onde os alunos podem escolher o quê, como e quando estudar as disciplinas de seu interesse. "Economia Comportamental" faz parte desse leque, ofertada para os cursos de Administração, Marketing, Processos Gerenciais e Gestão de Recursos Humanos.

O professor da disciplina, Ricardo Hammoud, explica que "a Economia Comportamental é um dos campos mais promissores atualmente. O objetivo é compreender como as pessoas tomam decisões e quais são as instituições que auxiliam em decisões melhores do ponto de vista do bem estar geral”. Ele, grande admirador e estudioso da área, explica como grandes ideias da atualidade, como essa, partem de um lugar pequeno para se tornarem grandiosas ao longo de grandes descobertas.

"Quanto mais a educação da área crescer, mais será possível coletar e avaliar os impactos e resultados. Agora, mais do que nunca, a Economia Comportamental é plenamente respeitada e precisa do apoio da educação brasileira. É o que estamos fazendo por aqui na Fappes Blox", conclui o professor.




Fique informado

Receba gratuitamente notícias sobre Administração