Está marcado para o dia 12 de maio o lançamento da política industrial. A informação é de assessores da Presidência da República. Ainda este mês, o ministro Miguel Jorge havia afirmado que a equipe econômica do governo aguardava a aprovação e os cortes no orçamento para que fossem realizados os últimos ajustes da política industrial, informou o site InfoMoney.
Em várias ocasiões, ele adiantou que as medidas terão como foco a redução de tributos, o estímulo ao financiamento para micro e pequenas empresas, a redução da burocracia e o incentivo às exportações.
Medidas
Conforme publicado pela Agência Brasil, a nova política irá estimular as exportações, não somente das grandes empresas, como também das pequenas. De acordo com o secretário de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, ela estabelecerá como meta a detenção brasileira de 1,25% do comércio internacional em 2010, contra o atual 1,14%.
Com isso, as exportações do Brasil deverão chegar a US$ 220 bilhões por ano em 2010. Barral refutou a tese de que a meta de 1,25% de exportações do cenário mundial seja reduzida ou conservadora. "Nós tivemos um salto. Há cinco anos, o Brasil tinha só 0,8% do comércio internacional. Nós saltamos em 2007 para 1,14% e queremos chegar a 1,25% em 2010. Parece pouco, mas isso vai deixar o Brasil entre os 20 maiores exportadores mundiais".
Ainda segundo ele, o governo quer que a fatia exportada pelas micro e pequenas empresas aumente no próximo ano. Hoje, elas têm uma participação de 1,7% no valor exportado pelo Brasil, ao passo que a participação das médias empresas chega a 6,7%.
"Temos a meta de aumentar a participação de micro e pequenas empresas para, pelo menos, 4%. E o estado do Rio de Janeiro, que tem um número muito grande de micro, pequenas e médias empresas, é um fermento importante para promover essa participação".
Brasil não exporta só commodities
O secretário rebateu as críticas segundo as quais o Brasil somente exporta commodities (bens primários com cotação no mercado internacional, tais como produtos agrícolas e minério), garantindo que a pauta é diversificada.
A indústria, exemplificou o secretário, tem como principal produto exportado os aviões. Os produtos que se seguem nesta lista são os automóveis, maquinas em geral e tratores. "Você tem uma diversidade tecnológica e industrial muito grande", disse.
As commodities são o segundo grupo da pauta de exportações e não são exclusivamente produtos básicos, conforme destacou o secretário. "Não é verdade [que commodities sejam só produtos básicos]. Alguns produtos químicos de alto valor agregado são considerados commodities".
Já o terceiro grupo engloba produtos com alto grau de inovação, o que, para Barral, não diz respeito somente a componentes tecnológicos. Pode envolver também aspectos como marca e design. "Falando especificamente do Rio de Janeiro, no estado há uma exportação expressiva de biquínis por parte de pequenas e médias empresas, e a marca e o design são quesitos extremamente importantes", concluiu.