O canal da comunicação corporativa

A linha que separa a informação do conhecimento é bastante tênue. Mas qualquer que seja o conceito adotado, ambos dependem, necessariamente, de uma mesma coisa: a qualidade da comunicação. Sem ela, nem informação nem conhecimento se disseminam. E, estanques, perdem o sentido. Viram privilégio.

Nos dias de hoje, o mais eficiente canal a serviço da comunicação é a Internet. E não apenas em função da onipresença ou da interatividade que propicia. A comunicação via web também oferece a enorme vantagem do custo, infinitamente menor em relação às mídias convencionais - o que é muito conveniente, tanto para o emissor quanto para o receptor da mensagem. O clichê é velho, mas ainda serve: quem pode, afinal, resistir à idéia de que, na rede mundial, tudo está a um clique apenas do mouse?

A Internet projetou uma das mais poderosas ferramentas de transformação: o e-learning. A empresa que faz bom uso dela permite que, disseminada, a informação se transforme em conhecimento prático - aquele capaz de conduzir à plena realização do binômio produtividade-lucratividade.

No início, o e-learning se restringia quase que exclusivamente ao setor de recursos humanos. Mas isso está mudando. Já não é tão raro assim, encontrar, no Brasil, empresas nas quais os responsáveis pelo planejamento estratégico, reportando-se à alta direção, é que definem e direcionem as ações. Ações que, dia a dia, mais se voltam para as chamadas atividades-fim.

Nos Estados Unidos, isso já não é novidade há bastante tempo. Lá, na maior parte das empresas, o investimento em e-learning está concentrado no setor comercial. O profissional de vendas é, aliás, um ótimo exemplo para ilustrar a relação íntima e complementar que existe entre o e-learning e a comunicação empresarial via web. Em geral, o vendedor é um autodidata, pessoa normalmente inquieta, que prefere falar a ouvir e vive em função de fechar a venda, que, em última análise, lhe faz crescer a remuneração variável. Vendedores (ao menos aqueles que conheço) não têm tempo (nem paciência) para freqüentar uma sala de aula. Ainda mais sendo ela virtual. Quando o alvo do processo são os profissionais de vendas, o e-learning deve servir, portanto, para comunicar, de forma pontual, informações que digam respeito ao trabalho. E, sempre que possível, oferecer subsídios, argumentos que os ajudem na tarefa de persuadir os clientes. Ou seja, nesse caso, o e-learning torna-se um simples canal de comunicação que contribui efetivamente para a performance profissional.

Mas fazer e-learning não é, todavia, uma tarefa trivial. Para que se obtenham resultados, é necessário reunir uma equipe multidisciplinar, profissionais com talentos distintos. Resumidamente, é preciso dispor de designers (gráfico e instrucional), programadores e profissionais de comunicação, que vão interagir com os especialistas de diferentes áreas do conhecimento, para formatar e entregar o pacote de informação.

No ambiente corporativo, o e-learning pode ter várias aplicações. Além de disseminar conhecimentos que, postos em prática, podem aumentar o volume de vendas, atende à propagação de informações que, assimiladas, ajudam a melhorar os processo e reduzir custos. Mas também funciona como canal para a transmissão de conhecimentos acerca de produtos, serviços e tecnologias, nos ambiente interno e externo. Não importa qual seja a meta, o e-learning existe, fundamentalmente, para promover a comunicação com fôlego para alcançar grande número de pessoas. A escala é, por assim dizer, uma das principais características da comunicação que usa o e-learning como canal.

No Brasil dos últimos sete anos, algumas (poucas) empresas fornecedoras de soluções vêm-se empenhando, no sentido de transformar o e-learning em eficiente instrumento de comunicação empresarial. Ao longo desse tempo, realizaram-se vários experimentos e testes. Alguns erros foram cometidos, claro. Mas o saldo é bastante positivo. Mais do que isso, a bagagem acumulada, assegura a competência técnica necessária para que as empresas especializadas ampliem a atuação, desenvolvendo projetos sobretudo nas corporações que mais investem em tecnologia web.

É muito natural que empresas provedoras de solução para e-learning passem a ampliar o catálogo de serviços, incluindo nele as atividades relacionadas à comunicação corporativa via Internet. Mais do que natural, é desejável que isso aconteça, em nome da disseminação da informação e do conhecimento. Que o digam clientes já começam a colher os bons frutos do investimento.




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