O capitalismo humano no mercado de outsourcing

É notório que o mercado de outsourcing no Brasil tem se ampliado, à medida que as empresas que terceirizam seus processos buscam otimizar e incrementar seus negócios, aumentar os lucros e focalizar os recursos próprios em questões estratégicas. Um segmento tão promissor e rico também estimula a procura por profissionais aptos e capacitados, que reúnam não apenas conhecimentos e qualidades técnicas, mas também competências, elementos e características que agreguem valor à corporação.

Só na América Latina, os gastos com Tecnologia da Informação (TI) crescem a taxas mais elevadas do que no restante do mundo. Segundo o instituto de pesquisa Gartner, o índice médio de crescimento das despesas com TI na região nos próximos anos deve ser de 7,4%, contra 5,7% em todo o resto do planeta.

Outros números também ajudam a corroborar nosso discurso. Dados da E-Consulting revelam que o mercado brasileiro deve investir R$ 46 bilhões em tecnologia em 2008, um crescimento de 11,8% em relação a 2007. E só o setor de serviços deve responder por quase metade do montante nesse período. Para acompanhar esse crescimento, o setor de tecnologia da informação se mantém aquecido e com boas oportunidades nas mais diversas frentes.

No entanto, apesar de todo esse potencial de crescimento, percebemos que na prática ainda faltam profissionais realmente capacitados para ocupar as vagas oferecidas e disponíveis no mercado. Só no Brasil, a demanda por mão-de-obra especializada na área de tecnologia da informação tende a chegar a 100 mil ao ano, segundo projeções do Ministério do Trabalho e Emprego, fazendo com que o fator humano ocupe, cada vez mais, posição de destaque no cenário corporativo e empresarial.

Concomitantemente, à medida que o outsourcing se torna uma realidade dentro das companhias e organizações, contar com profissionais capacitados e aptos para gerir esse novo e complexo ambiente torna-se condição quase que necessária e fundamental. Apesar de toda parafernália tecnológica a que estamos submetidos, o homem ainda desempenha o papel de personagem principal desse filme.

Por essa razão, é impossível pensar no modelo de outsourcing, desprezando a força e relevância do capital humano. Mas no contexto do outsourcing, o fator Recursos Humanos (RH) não deve ser uma preocupação dos CIOs e dos tomadores de decisão. Essa importante tarefa deve ser delegada para o prestador de serviços, que precisa de aprimoramento contínuo para encontrar e identificar os melhores perfis dos candidatos existentes e disponíveis no mercado.

Este assunto somente pode ser tratado eficazmente nesse cenário de alta demanda e pouca oferta se for encarado como um processo, que começa no recrutamento e seleção de pessoal, segue com a avaliação de desempenho, treinamento e a manutenção dos profissionais que obtêm bons resultados.

Por fim, promove aqueles candidatos que fazem por merecer e dispensa outros que não podem, ou não querem, contribuir de forma eficaz aos resultados.

A maturidade da terceirização no Brasil aumenta a exigência por serviços de qualidade. E os prestadores de serviços já entenderam que precisam responder a essa demanda de forma integral e plena, alinhando processos, estratégias, metodologias e pessoas de forma a superar metas e índices de satisfação contratados.

Está cada dia mais claro que o sucesso dos projetos de outsourcing se relaciona muito mais a fatores humanos do que se podia imaginar no passado. Atualmente, não é mais suficiente que o prestador de serviços tenha seu time formado apenas por especialistas em tecnologia ou apresente e tenha habilidade com as melhores ferramentas. É condição irremediável que os serviços sejam prestados por profissionais que compreendam plenamente o negócio do cliente, atuem como um agente facilitador e tenham "mentalidade de serviço", como parte fundamental do seu DNA.

Em miúdos: se o mercado de outsourcing é irreversível, as pessoas são essenciais. E quem atua na área de prestação de serviços deve estar atento e, conseqüentemente, agir nesse sentido. Caso contrário, a concorrência terá o que comemorar, pois teremos empresas a menos na competição.


Compartilhe



Palavras-chave

Mais notícias

Leia mais notícias

PUBLICAÇÕES RELACIONADAS
A Busca
John Battelle
Dicionário de Termos de Comércio Exterior
JOSE LOPES VASQUEZ
2015 Como Viveremos
ETHEVALDO SIQUEIRA
Sobre Solo Fértil
SCOTT A. SHANE
Empreendedorismo Criativo : a Nova Dimensão da Empregabilidade
GERALDO FERREIRA DE ARAUJO FILHO

CURSOS ONLINE RELACIONADOS
Orçamento Empresarial
Carlos Alexandre Sá
Gestão da Tecnologia da Informação
Pedro Luiz Côrtes
Tendências em Gestão Empresarial
Bernadete Marinho e Valter Beraldo
Redução de Custos e Soluções em Telefonia e Dados
Ailton Moreira e Ivan Naves
Administração de Recursos Humanos
Djalma Barbosa e Marco Dalpozzo

Comentários


O Presidente Barack Obama conseguirá reverter os efeitos da crise americana?

Sim, a curto prazo.
Sim, a médio prazo.
Sim, a longo prazo.
Não, não conseguirá.





apoioAngradHightech
Apresentação | Anuncie | Política de Privacidade | Contato
© 2003-2007. Administradores - O Portal da Administração.