O currículo ajuda na largada, mas não no desempenho durante a corrida

Investir na carreira e buscar o sucesso são pontos que caminham lado a lado e fazem parte da vida de todos os profissionais e estudantes que almejam ingressar no mercado em breve.

Porém, mais do que investir em melhorar as competências técnicas é fundamental para esse futuro profissional fazer uma reflexão mais profunda e se perguntar: quais são meus pontos positivos? Meu comportamento é mais adequado para que tipo de tarefas? Conseguirei enfrentar uma dinâmica e suas pressões e ainda ocupar a vaga desejada por mim? Estou realmente preparado para escolher minha profissão?

Além de investir em cursos, aperfeiçoamentos e sempre buscar o desenvolvimento técnico, o profissional também precisa conhecer seu perfil comportamental. Graças a ele é possível identificar talentos e limitações, medos básicos, seu valor para uma organização, dentre outros detalhes comportamentais, ou seja, é possível se autoconhecer. Apesar de ser um ponto muito debatido atualmente, o autoconhecimento deve vir acompanhado de uma visão macro acerca dos seus objetivos.

Em outras palavras, quem se conhece e sabe como se comporta em determinadas situações, amplia seus horizontes e suas possibilidades de escolha e sucesso. Muitos estudantes, e até profisionais, hoje são reféns da sua falta de autoconhecimento. E o que isto quer dizer? Que muitos profissionais e candidatos por não se conhecerem acabam aceitando posições, cargos ou tarefas que nada têm a ver com seus perfis naturais de comportamento. E que para atender às demandas comportamentais exigidas para serem bem sucedidos, se modificam tanto comportamentalmente ao longo de suas carreiras, com um custo emocional altíssimo, o que pode gerar: frustração, estresse ou extremo desconforto no exercício da função, que afetam fatalmente o desempenho, e o pior, sem saber o porquê. Na grande maioria das vezes é simplesmente porque o perfil pessoal não é compativel com o comportamental.

De acordo com Victor Martinez, o que determina a contratação de um candidato não é somente seu currículo, mas sim o seu comportamento durante o processo seletivo e com pesos muitas vezes bem diferenciados entre eles. Inclusive pode haver a seguinte relação de peso: 30% para o currículo e 70% para as dinâmicas, entrevistas e perfil comportamental, dependendo da cultura da empresa. “O currículo ajuda na largada, mas não no desempenho durante a corrida”, exemplifica o especialista em análise de perfis e executivo de uma das maiores empresas desse setor no mundo.

O que os estudantes deveriam fazer é procurar por orientação para descobrirem quem eles realmente são. Como? Por meio de coaching, aconselhamento ou cursos de preparação para enfrentar os processos de recrutamento e seleção (bastante escassos inclusive). Procedendo desta maneira o candidato se liberta e passa a usufruir do seu direito de escolha, já que não são somente as empresas que podem escolhê-los. E se ela não tiver a função que melhor explora seus talentos naturais? Por que participar de um processo onde o estudante talvez não tenha lugar? Assim, eles podem dizer não a funções que não se encaixam no seu perfil, além de passar a ter o tão sonhado “mais do que um diferencial competitivo” nos processos seletivos, que é mostrar com clareza quem a pessoa realmente é, o que quer e como preferiria se comportar no ambiente de trabalho. 

Sobre Víctor Martínez – Victor Martinez é CEO da Thomas International Brasil e Vice-Presidente de Operações da Thomas International Latinoamericana. É engenheiro de produção formado pela Universidade Federal de São Carlos. Também é formado como analista de análise de perfis pessoais na Inglaterra pela Thomas International, e participou de projetos de consultoria em países como Argentina, Chile, Peru, Uruguai e USA. O executivo também é palestrante e consultor de empresas de grande porte como Pirelli, Pfizer, Gol, Yamaha, Telemar e Honeywell entre outras.

Especializado em treinamentos comportamentais de vendas e projetos de Recursos Humanos, tem desenvolvido sua carreira demonstrando aos mais diversos profissionais como o comportamento se manifesta nas mais variadas situações de trabalho. Sua especialização e profundo conhecimento do conceito DiSC (desenvolvido pelo psicólogo William Marston, no século XX) o torna uma referência nacional no assunto. 

Nos últimos 12 anos de atuação à frente da Thomas International Brasil, conseguiu consolidar a liderança da empresa no mercado de avaliações pessoais oferecendo hoje, não somente avaliações, mas também treinamentos de desenvolvimento pessoal e soluções na gestão de pessoas e negócios.

Sobre a Thomas International Brasil - A Thomas International Brasil (www.thomasbrasil.com.br), empresa de origem inglesa, atua no mercado brasileiro desde 1993 e é especializada em prover sistemas de avaliação para processos de recrutamento, seleção, treinamento, gerenciamento de vendas e desenvolvimento de pessoas. Criada para atender o cada vez mais especializado e valorizado mercado de recursos humanos, a Thomas é conhecida por sua seriedade, credibilidade e eficiência. Por isso tornou-se líder e referência no Brasil em Competências Comportamentais, área na qual é detentora da metodologia PPA (Análise de Perfil Pessoal). Presente em mais de 50 países, a empresa possui milhares de clientes em todo o mundo, sendo que só no Brasil, cerca de 600 empresas são usuárias do sistema, entre elas, Bradesco, Avon, Gol, Ibope, Pão de Açúcar, Pirelli e Yamaha. A Thomas International também é detentora das metodologias TCP (Team Culture Profile), que avalia equipes; e HJA (Humam Job Analysis), que avalia cargos.






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Comentários


A economia mundial irá se recuperar em 2009?

Completamente.
Moderadamente.
A economia não irá se recuperar em 2009.





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