primeira vez, cinco empresas receberam, em uma mesma edição, o ambicionado Prêmio Nacional da Qualidade, promovido pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). Duas delas são da Região Sul - a Fras-le e a Gerdau Riograndense. Elas dividiram o palco das empresas de classe mundial com Alumínio Brasileiro, Promon e a unidade de abastecimento da Petrobras. Um total de 58 organizações foram inscritas e apenas 24 passaram para a segunda fase da avaliação. As companhias vencedoras seguem o Modelo de Excelência da Gestão (MEG – proposto pela FNQ) e atingiram pontuação entre 700 e 800 pontos [em uma escala de avaliação de 0 a 1000] nos quesitos liderança; estratégias e planos; clientes; sociedade; informações e conhecimento; pessoas; processos; e resultados. “Elas são as melhores em todas essas dimensões. É uma garantia de destaque em relação às demais”, reforça Michal Gartenkraut, presidente-executivo do FNQ. (Clique aqui para ler a entrevista com Gartenkraut na edição 235 de AMANHÃ)
Tanto a Fras-le, uma das líderes mundiais em produção de materiais de fricção, quanto a Gerdau Riograndense, pioneira na utilização de sucata como matéria-prima, beneficiaram-se da proposta de gestão da FNQ. “O ponto forte de adotar uma gestão de qualidade é que conseguimos conhecer a visão do cliente e da comunidade na qual estamos inseridos”, destaca Dirceu Tarcisio Togni, diretor industrial no segmento de aços longos do grupo no Brasil e representante da Gerdau Riograndense. É a primeira vez que a companhia concorre ao prêmio. Luiz Antonio Oselame, diretor executivo da Fras-le, acredita que a gestão de qualidade é o único caminho para as empresas sobreviverem no futuro. Para isso, a companhia deve focar a atenção nos públicos relevantes: comunidade, clientes, investidores e recursos humanos. “Se tratarmos bem nossos funcionários, vamos dar melhores resultados para os clientes. Com isso, os investidores terão melhor retorno e continuarão investindo na comunidade”, resume Oselame.
A superioridade dos resultados de empresas que seguem o MEG é comprovada em uma pesquisa realizada pela FNQ em parceria com a Serasa. Os indicadores das 137 usuárias do MEG foram comparados com os das demais empresas dos setores em que atuam. Com relação ao faturamento, as indústrias filiadas obtiveram um crescimento de 54% e as demais, 31,3% – no período de 1999 a 2006. No comércio, a diferença dos resultados é ainda maior. O faturamento das seguidoras do MEG cresceu 85,5%. No mesmo período, as demais acumularam aumento de 40,9%. O percentual da margem de lucro sobre o faturamento também é superior entre as empresas afiliadas. Na indústria, elas acumularam 19,5% de crescimento (ante 8,5% das não-afiliadas). No setor de serviços, a diferença é de 17,7% para 9,9% e, no comércio, 2,2% ante 2,0% das não-afiliadas.