Brasília - Ao apresentar ontem (30) o quinto balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que as obras previstas nele são fundamentais para garantir o crescimento da economia brasileira, considerando o cenário da crise financeira mundial.
“O PAC é fundamental para a manutenção do crescimento do país. Eu concordo que o Brasil tem condição de manter o atual ciclo de crescimento, pode ser até num nível um pouco menor”, afirmou a ministra, ao lembrar que o governo já tomou medidas para minimizar os efeitos da crise.
Dilma explicou que a manutenção dos investimentos do programa é essencial para continuar a movimentação na economia. “O PAC funciona como um fator que faz com que o país tenha, e não perca, essa agenda do crescimento econômico, pois o programa prioriza investimento na agenda do próprio governo, na agenda dos nossos orçamentos e também na agenda das suas empresas e dos seus bancos públicos. Então. o PAC se torna prioritário nas agendas de cada um de nós”, disse ela .
Em dois anos e nove meses de execução do PAC, o governo concluiu 9% dos projetos, ou seja, um total de 193 obras. O quinto balanço do PAC foi apresentado no Palácio do Planalto pela chefe da Casa Civil. Ela informou que o custo das obras concluídas foi de R$ 30,6 bilhões. Entre as obras já entregues, estão 3.353 quilômetros de rodovias, 240 quilômetros de ferrovias e 54 embarcações para a Marinha Mercante, portos, hidrovias e aeroportos, além obras para garantia de recursos hídricos e de geração de energia.
O PAC foi lançado em janeiro do ano passado e prevê R$ 503 bilhões de investimentos em infra-estrutura. De acordo com Dilma, 83% do conjunto de obras do programa estão com andamento dentro do cronograma. A ministra informou que 7% delas merecem atenção por parte do governo e que, em 1%, a situação é preocupante.
De janeiro deste ano a 23 de outubro, o valor empenhado no programa chegou a R$ 10,4 bilhões, ou 34,3% acima do que o período equivalente no ano passado.
Dilma ainda ressaltou que, mesmo com a crise, os empresários estrangeiros com investimentos no Brasil não desanimaram. “Aumentou o interesse de todos os parceiros, japoneses, ingleses e coreanos. Não vimos arrefecimentos”, destacou.
“Todos nós sabemos que investimento em infra-estrutura é investimento de médio e longo prazo. Para o executor do PAC, que é fundamentalmente o investidor privado, o programa dá um horizonte. Ele sabe que tem uma demanda para quatro anos, o que dá uma certa confiança”, explicou.