O Fundo Monetário Internacional (FMI) informou nesta quinta-feira (6) que espera uma contração de 0,3% no Produto Interno Bruto (PIB) dos países desenvolvidos em 2009. Se confirmada, será a primeira queda anual desde 1945.
O fundo também revisou suas perspectivas para o crescimento mundial no próximo ano, para 2,2%. Para 2008, a expectativa é de que o PIB mundial cresça 3,7%. Em 2007, a alta foi de 5%.
"As perspectivas para o crescimento global se deterioraram no último mês, com a continuidade da desalavancagem e a queda na confiança de produtores e consumidores", afirmou o FMI em comunicado. "No entanto, estas previsões são baseadas no momento atual. Ações globais para apoiar os mercados financeiros e fornecer estímulos fiscais e facilidades monetárias podem limitar a queda do crescimento mundial", diz a nota.
Emergentes
Para os países emergentes, a expectativa é de um crescimento de 6,6% em 2008 e 5,1% no ano seguinte – um recuo considerável na taxa, que em 2007 foi de 8,0%.
O FMI aponta que as revisões negativas para o crescimento do PIB em 2009 foram maiores nos países emergentes e em desenvolvimento. O Fundo espera que os países exportadores de commodities estejam entre os mais afetados, por conta da queda acentuada de preços desses produtos.
Para o Brasil, o FMI projeta um crescimento de 5,2% este ano, e de 3,0% em 2009 – o menor entre os países do chamado Bric. A Rússia deve crescer 3,5% no próximo ano; a Índia, 6,3%; e a China, 8,5%.
Desenvolvidos
Segundo o FMI, a economia dos Estados Unidos deverá sofrer, com a maior restrição dos gastos das famílias e a depreciação dos bens e ativos. O crescimento na zona do euro será duramente atingido pela queda na confiança e condições financeiras mais restritas. No Japão, o apoio ao crescimento advindo das exportações deve recuar.
O FMI prevê que os Estados Unidos cheguem ao final deste ano com um crescimento de 1,4%. Em 2009, no entanto, o PIB da maior economia do mundo deve ficar 0,7% menor. A zona do euro também deve vivenciar recuo no PIB, de 0,5%. Já a maior queda entre os países analisados deve ser registrada no Reino Unido, de 1,3%.