Enquanto comemoram o fim próximo da CPMF, entidades que fizeram campanha contra o tributo reforçam o coro pela reforma tributária. Para o presidente da Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse), Paulo Lofreta, o aspecto mais importante da derrubada da proposta de prorrogação da CPMF é que ela avança a discussão do processo de reforma.
“É uma oportunidade única para discutir uma reforma tributária que beneficie toda a sociedade”, diz Lofreta. "A votação no Senado mostrou que a sociedade tem sua maneira de pensar e que ela precisa ser ouvida", completa.
A Cebrasse foi uma das entidades que apoiaram a campanha “Movimento Eu Sou Contra a CPMF ". “O setor de serviços é um dos mais prejudicados pela CPMF”, afirma o presidente da central, citando como exemplo empresas que administram dinheiro de terceiros, como administradoras de condomínios e emissoras de vales-refeição. “Estas empresas lidam com uma grande circulação de dinheiro que não lhes pertence, mas que também paga CPMF”, explica.
A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), que também organizou campanha, em nota publicada nesta quinta-feira (13) classifica a votação no Senado como “uma vitória do Brasil”.
“Foram ratificadas, em cada voto dos senadores, a independência dos poderes, o respeito às instituições e à liberdade cidadã na reivindicação de seus direitos”, afirma o comunicado. “Nesse saudável processo, a saúde e a educação foram valorizadas, e a reforma tributária mostrou-se urgente e indispensável”, acrescenta.