Paraguai e Brasil avançam em gestão igualitária de Itaipu

Paraguai e Brasil firmaram um acordo para impulsionar a gestão paritária da administração da central hidrelétrica binacional de Itaipu, anunciou na última quinta-feira o diretor paraguaio da usina.

 

O convênio é uma medida prévia para a aprovação de acordos que assegurem uma administração igualitária, já que atualmente várias áreas da direção da empresa estão em mãos exclusivas do Brasil, disse a jornalistas o paraguaio Carlos Mateo.

 

Os países são sócios da usina hidrelétrica, que na atualidade é a mais potente do mundo, segundo a empresa, e o novo governo do Paraguai está negociando um melhor preço pela energia que não usa e vende ao Brasil.

 

Itaipu produz cerca de 20 por cento da eletricidade consumida pelo Brasil, que usa quase a totalidade do que é produzido pela usina.

 

"Hoje há uma assimetria. Há direções, como a financeira e a técnica, que são ocupadas por funcionários brasileiros. Nós temos cargos adjuntos. Com a aprovação das notas, o Paraguai alcançará o mesmo nível que os brasileiros", disse Mateo.

 

O funcionário disse que firmou um convênio com o diretor brasileiro da hidrelétrica, Jorge Samek, e que o passo dado constitui um avanço para o cumprimento de um dos seis pontos que o novo governo paraguaio, liderado pelo ex-bispo Fernando Lugo, reivindica ao gigante vizinho.

 

"Tomamos um passo adiante. Vamos ter uma co-gestão plena. É um passo histórico muito importante", disse.

 

Os acordos precisam ser aprovados pelos congressos dos dois países.

 

Uma comissão técnica e representantes do governo têm prevista uma reunião amanhã para negociar outras reivindicações do Paraguai.

 

Entre as aspirações do Paraguai se encontra a revisão do tratado de fundação da usina em referência ao preço e à disponibilidade da energia produzida.

 

O documento estabelece que cada país é dono de metade da energia gerada e deve vender o excedente ao seu sócio, a um preço fixado no acordo, vigente até 2023. O Paraguai considera a renegociação necessária pois o preço é inferior ao do mercado.




Compartilhe



Palavras-chave

Mais notícias

Leia mais notícias

PUBLICAÇÕES RELACIONADAS
Comportamento Organizacional
PETER BLOCK
Gestão de Cursos de Administração
RUI OTAVIO BERNADES DE ANDRADE NERIO AMBONI
Governança Corporativa nas Empresas
EDSON CORDEIRO DA SILVA
Revista Amanhã
Editora Plural
Harvard Business Review Brasil
Editora Segmento

CURSOS ONLINE RELACIONADOS
Negociação
Márcio Miranda
Gestão de Representantes Comerciais
Hamilton Bueno
Administração de Recursos Humanos
Djalma Barbosa e Marco Dalpozzo
Tendências em Gestão Empresarial
Bernadete Marinho e Valter Beraldo
Economia
Por Newton Marques

Comentários


O Presidente Barack Obama conseguirá reverter os efeitos da crise americana?

Sim, a curto prazo.
Sim, a médio prazo.
Sim, a longo prazo.
Não, não conseguirá.





apoioAngradHightech
Apresentação | Anuncie | Política de Privacidade | Contato
© 2003-2007. Administradores - O Portal da Administração.