Parte da União no pré-sal deve ser flexível

O governo deve adotar uma fórmula flexível para repartir os ganhos do "pré-sal" com a iniciativa privada.

Pela fórmula em estudo no governo, e que conta com a aprovação da maioria das autoridades responsáveis, quando os riscos de exploração forem menores, o governo vai demandar uma fatia maior dos ganhos. Nas áreas em que os riscos forem mais altos, a União deve permitir que o investidor privado tenha uma parcela maior dos ganhos.

A camada pré-sal se estende por cerca de 800 quilômetros, entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos). O petróleo encontrado está a profundidades superiores a 5 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal, que segundo geólogos, conservam a qualidade do petróleo.

Estimativas apontam que a camada pode abrigar algo próximo de 100 bilhões de boe (barris de óleo equivalente) em reservas. Pelo preço atual da commodity, as reservas podem significar algo em torno de US$ 5 trilhões a US$ 9 trilhões.

Ganhos

De acordo com o Blog do Josias, o grupo interministerial constituído para formular a proposta de exploração do pré-sal também já estuda uma fórmula que permita antecipar a receita da prosperidade petrolífera.

A principal idéia é arrecadar dinheiro por meio da emissão de títulos públicos lançados no exterior e lastreados nas super-reservas do pré-sal. O governo planeja usar o dinheiro de duas formas. Uma parte financiaria a própria exploração do petróleo, enquanto outra fatia bancaria programas sociais do governo.


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