O número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA cresceu em 15 mil na semana encerrada no último dia 18, chegando a 478 mil solicitações iniciais do benefício, segundo dados divulgados pelo Departamento do Trabalho.
Números de pedidos acima da marca de 400 mil são vistos como sinal de uma economia em recessão.
O número superou as expectativas dos analistas, que previam um aumento para 470 mil. Na semana imediatamente anterior, o total ficou em 463 mil após revisão.
Há um ano, o total dessas solicitações estava em 333 mil.
A média quadrissemanal de pedidos de auxílio-desemprego, que atenua as volatilidades das leituras semanais, ficou em 480,250.
Nesta semana, o governo do Japão informou em seu relatório econômico mensal que considera que os Estados Unidos estão em recessão. A recessão, no entanto, é geralmente definida como pelo menos dois trimestres de crescimento nulo ou negativo do PIB (Produto Interno Bruto), o que ainda não aconteceu nos Estados Unidos.
Na semana passada, o presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, disse que a economia norte-americana vai se recuperar, porém lentamente. Segundo ele, "os problemas na economia e nos mercados são grandes e complexos". "Mas a meu ver, nosso governo conta agora com as ferramentas necessárias para enfrentá-los e resolvê-los."
Na segunda-feira (20), Bernanke disse, no entanto, que a perspectiva é de que "a economia permaneça fraca por diversos trimestres, e com o risco de uma desaceleração acentuada". Com isso, ele disse que a elaboração de um novo pacote de estímulo, aos moldes do que foi aprovado em fevereiro deste ano, seria "apropriada".