Pequenas e médias empresas são as mais atingidas pela desvalorização do dólar
28 de agosto de 2008 às 08:07
As pequenas e médias empresas foram as que mais sofreram com a desvalorização do dólar. Segundo a pesquisa Sondagem Industrial Especial, divulgada nesta quarta-feira (27) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), somente entre as médias, 46% reduziram as vendas externas e 6% deixaram de exportar.
Entre as de pequeno porte, 42% tiveram queda nas exportações e 4% interromperam a venda para outros países. As grandes companhias também sentiram o impacto, embora de forma menos intensa: 37% registraram queda e 1% suspendeu as exportações. Os setores têxtil, de móveis, de madeira e de vestuário foram os mais afetados.
Tentativas de recuperar o mercado
Para tentar manter a participação em outros países, 78% das companhias adotaram medidas como redução de custo, investimentos na qualidade e no design e busca por novos clientes no exterior.
No geral, metade das empresas brasileiras deixou de exportar ou perdeu participação no mercado internacional nos últimos 12 meses, por causa da valorização do real frente ao dólar.
Concorrência estrangeira
Além de perderam com as exportações, as pequenas e médias empresas também foram atingidas pela concorrência estrangeira, sendo que 74% das pequenas afirmaram que perderam participação no mercado interno. O mesmo ocorreu com 67% das médias e 49% das grandes.
Mais uma vez, o setor têxtil e de vestuário ficou entre os mais prejudicados, junto com calçados e equipamentos hospitalares e de precisão.
Porém, a valorização da moeda nacional também incentivou o uso de insumos importados. Segundo a pesquisa, quanto maior o porte da empresa, maior é o uso de matérias-primas importadas, sendo que 81% das grandes, 61% das médias e 41% das pequenas usam insumos estrangeiros.
O estudo foi feito com 1.564 indústrias, entre os dias 26 de julho e 6 de agosto deste ano, sendo que 885 eram pequenas, 458 médias e 221 grandes.
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