O número de brasileiros que moram sozinhos dobrou na última década e já atinge a marca de seis milhões. A estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) é que até 2016 esta quantidade aumente para 12 milhões.
Com esta realidade as empresas já se preparam para atender às necessidades deste público ao criar estabelecimentos baseados no seu perfil. Os moradores solitários são responsáveis por 40% do consumo de produtos embalados individualmente e preferem fazer compras em um único lugar que tenha produtos de diferentes segmentos.
Pesquisa realizada pela Opus Design, revela que moradores solitários são consumidores exigentes, buscam preços melhores e mais qualidade. De acordo com a especialista em comunicação estratégica do varejo, Kátia Bello, os solteiros não se incomodam em pagar um pouco mais caro pela durabilidade e qualidade d e determinados produtos, diferente dos consumidores que moram com a família que por outras atribuições são mais facilmente convencidos a pagar mais apenas pela praticidade e o conforto.
Segundo Belo , os lojistas têm de construir um relacionamento agradável e amigável com os seus cliente, pois algumas pessoas, principalmente os idosos vão ao supermercado ou a uma lojinha de conveniência duas ou três vezes ao dia, só para conversar com os atendentes e outras pessoas da loja.
Com o passar dos anos e essa realidade se consolidando as lojas têm buscado a adequação ao público que mora sozinho, a exemplo das embalagens com porções individuais, ou algumas desenvolvidas apenas para uma pessoa.
Exigências
Um comportamento comum de quem mora sozinho, segundo Bello, é buscar bons preços e se dispõem a pagar mais se entenderem que isto significar mais benefícios tais como durabilidade e qualidade, diferentemente de pessoas que moram com a família que em nome da otimização do tempo mais facilmente podem ser convencidas a pagar mais por praticidade ou conveniências. Além disso, quem mora sozinho tende a gastar mais tempo na internet do que a média da população, eles assistem menos TV e possuem hábitos menos saudáveis.