Aumento da auto-estima e da produtividade no trabalho são alguns benefícios do convívio do homem com animais de estimação. A afirmação é da psicóloga Silvana Prado, que participa do núcleo de Psicologia da Organização Brasileira de Interação Homem-Animal Cão Coração, OBIHACC.
De acordo com a psicóloga, as pessoas que convivem com animais no ambiente de trabalho geralmente são mais produtivas do que aquelas que fazem o mesmo trabalho e não tem nenhum contato com bichos. "Há muitos casos de pessoas que deixaram de ser nervosas, estressadas e se sentem mais seguras por conviverem com animais", afirma.
Ela também explica que só a presença do animal é suficiente para mexer com os hormônios, a parte metabólica e também com a afetividade das pessoas. "No trabalho, por exemplo, há colaboradores que chegam a ficar mais calmos, atuam com mais prazer e ficam mais focados nas tarefas", completa.
O veterinário Diogo Siqueira, também colaborador da empresa Brindz - Marketing Promocional, concorda com a psicóloga. Prova disso é a cachorra São Bernardo, conhecida como Brahmma, que foi escolhida para ser mascote da empresa. "Levei a Brahmma para morar no quintal da empresa por falta de espaço no meu apartamento e hoje não cogito em trazê-la de volta. Todos se apaixonaram por ela", conta Siqueira.
Entre os dezoito funcionários da Brindz, Jaci Botti é considerada pelos colegas de trabalho como uma das mais apegadas à cadela. "A Brahmma é praticamente um membro da equipe. Ela deixa o ambiente mais alegre, agradável e estimula o entrosamento entre os colegas. Sempre tem mais de uma pessoa brincando com ela", explica.
Botti conta que até o humor dos colaboradores da empresa mudou. "Alguns tem mais e outros menos contato com ela, mas seja qual for o grau de intimidade, a vinda dela foi muito positiva. Ela descontrai até os clientes".
"Ela é uma cadela muito carinhosa e divertida. De um modo geral, a presença de um animal numa empresa pode ajudar no desenvolvimento do respeito mútuo entre as pessoas e na formação do espírito de equipe. Muitas vezes, ele transmite até calma", diz o veterinário Siqueira.