A notícia de que a Petrobras (PETR4) possa deter o terceiro maior poço de petróleo do mundo foi recebida com entusiasmo pelo mercado, acarretando em forte alta das ações da estatal no último pregão. E não são apenas os investidores que se mostram otimistas quanto à descoberta.
Na última segunda-feira, o diretor-geral da ANP (Agência Nacional de Petróleo), Haroldo Lima, afirmou que o bloco BM-S-9, mais conhecido como Carioca, pode conter até 33 bilhões de barris recuperáveis de óleo. A título de comparação, as reservas do campo de Tupi são estimadas entre 5 e 8 bilhões de barris de petróleo.
Petrobras, sétima maior empresa
A notícia encontrou amplo otimismo também entre os analistas, como os da Link Corretora, que destacam o potencial de crescimento que a nova área pode trazer à Petrobras.
Levando em conta a participação de 65% no campo de Tupi e as descobertas da área de Carioca, as reservas da petrolífera cresceriam cerca de 137% frente ao total de 13,9 bilhões de barris em 2007. "Isso faria com que a Petrobras pulasse da posição de décima terceira para a sétima no ranking de empresas com maiores reservas do mundo", afirma a Link.
No entanto, a equipe da corretora ressalta que a exploração comercial tanto de Tupi quanto de Carioca só deve ocorrer a partir de 2015. A visão é compartilhada pela Ágora Corretora, que pondera: "estamos confiantes que novas descobertas serão anunciadas, entretanto, temos que aguardar o anúncio oficial por parte da empresa".
Compra aos papéis
Não são apenas os dados operacionais da Petrobras que devem pular exponencialmente caso os números de Carioca sejam confirmados. Analistas se mostram unânimes no que concerne ao impacto positivo da notícia sobre o futuro desempenho das ações da petrolífera no mercado, como de fato já ocorreu na última segunda-feira.
"A evolução dessas avaliações em conjunto com o aumento da produção doméstica de óleo são os dois principais drivers para a Petrobras em 2008, que poderão surpreender e garantir uma performance destacada para as suas ações", afirmam os analistas da Ativa Corretora.
Tal leitura encontra respaldo também entre os analistas da Ágora, que recomendam compra aos ativos da Petrobras e os inserem em seus portfólios recomendados para o mês de abril, bem como pelos analistas da Banif, que, frente à notícia, também reforçaram seu call de compra às ações preferenciais e aos ADRs (American Depositary Receipts) da companhia.