O petróleo perdeu força nesta quarta-feira (23), recuando em comparação ao recorde de quase US$ 120 o barril atingido no pregão anterior, com traders esperando um aumento nos estoques norte-americanos do produto.
Por volta das 10h20 (horário de Brasília), o petróleo negociado nos EUA com entrega prevista para junho caía US$ 1, para US$ 117,07 o barril. O contrato maio expirou na terça-feira, cotado a US$ 119,37 o barril, após atingir brevemente o recorde de US$ 119,90.
Em Londres, o petróleo tipo Brent caía 92 centavos, para US$ 115,03 o barril, após registrar preço recorde de US$ 116,75 o barril na sessão anterior.
A previsão para os estoques de petróleo dos EUA - maior consumidor mundial - são de um incremento de 1,2 milhão de barris, enquanto para as reservas de gasolina o prognóstico é de queda de 2,3 milhões de barris.
O relatório será divulgado por volta das 11h30 (horário de Brasília) pela Administração de Informação de Energia norte-americana.
"Nós duvidamos que os números desta semana conseguirão reduzir os avanços recentes", avaliou Edward Meir, da corretora MF Global, em uma nota.
O petróleo superou a barrreira dos US$ 100 neste ano em resposta ao crescimento na demanda dos mercados emergentes, como a China, e por conta do pouco investimento em novas fontes do produto. Os preços atualmente são cinco vezes maiores do que em 2002.
Fundos de hedge e outros investidores aplicaram dinheiro no petróleo, no ouro e em outras commodities devido a turbulências nos mercados financeiros e de títulos, afetados pela crise de crédito.