O preço do petróleo registra alta nesta quarta-feira, com a expectativa dos investidores pela divulgação do relatório semanal de estoques de petróleo e de gasolina do Departamento de Energia dos EUA.
Às 10h13 (em Brasília), o barril do petróleo cru para entrega em setembro (cujos contratos expiram hoje), negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), estava em alta de 1,54%, cotado a US$ 116,29. Até o horário, o pereço máximo atingido pelo barril era de US$ 116,87 e o mínimo, de US$ 114,26.
O contrato do barril para entrega em outubro (próxima referência) estava cotado a US$ 116,25 no mesmo horário.
A expectativa dos analistas é de que o relatório do departamento irá apresentar uma queda de 3 milhões de barris de gasolina nas reservas. Já para o estoque de petróleo a expectativa é de um aumento de 800 mil barris.
Ontem, o preço voltou a subir devido à incerteza dos investidores quanto à segurança dos oleodutos na região do Cáucaso. O conflito entre a Geórgia e a Rússia cria os temores de uma interrupção no fornecimento, ou mesmo de danos às instalações petrolíferas locais.
Os países ocidentais pressionaram o Conselho de Segurança (CS) da ONU (Organização das Nações Unidas) ontem pela adoção de uma resolução que peça a retirada imediata do Exército russo da Geórgia, mas a Rússia, que tem poder de veto no principal órgão da ONU, disse que não pode aprovar o documento.
A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) também exigiu a retirada da Rússia do país vizinho. O embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, disse ao CS que a resolução deveria incorporar e apoiar um plano de seis pontos criado pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, assinado tanto por Geórgia e Rússia.
O preço, no entanto, ainda pode vir a ceder um pouco mais devido à expectativa de uma queda na demanda na Ásia. O jornal chinês "Shanghai Securities News" informou hoje que a refinaria chinesa Sinopec pode suspender as importações de diesel e gasolina assim que o risco de escassez no país terminar. Nesta semana houve também rumores de que a empresas suspenderia as importações já em setembro.