Petróleo sobe mais de 1% com tempestade tropical

Os contratos futuros do petróleo, negociados no mercado internacional, operam em alta hoje, com os investidores de olho no fortalecimento da tempestade tropical Gustav, conforme avança em direção ao Golfo do México.

Às 9h18 (de Brasília), o contrato do petróleo tipo WTI com vencimento em outubro subia 1,29%, para US$ 117,08 o barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). Em Londres, o contrato do petróleo tipo Brent avançava 1,18%, a US$ 115,52 por barril.

Os preços da matéria-prima (commodity) se recuperaram do recuo de ontem por conta da cautela do mercado de que o Gustav pode passar por uma área que abriga a produção de 1,3 milhão de barris de petróleo por dia e possivelmente atingir terra em uma região que contém aproximadamente 40% da capacidade total de refino dos Estados Unidos.

Produtores continuam retirando trabalhadores das instalações no Golfo do México antes da chegada da tempestade e a petrolífera Royal Dutch Shell planeja uma retirada total dos funcionários no Golfo no sábado e a interrupção de parte da produção. Projeções mais recentes do Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC) indicam que o Gustav pode retomar força de furacão mais tarde hoje ou amanhã e pode atingir terra no Estado americano de Louisiana na próxima terça-feira (dia 2).

"Se a tempestade se transformar em furacão, 85% da produção de petróleo e gás natural no Golfo pode ser fechada, poderemos ver mais de 1 milhão de barris de produção de petróleo interrompidos e, na segunda-feira (dia 1º), poderemos ver o petróleo subir rumo aos US$ 130 por barril", disse Serge Laureau, chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank, em Copenhagen.

Os investidores também monitoram a tempestade tropical Hanna no Oeste do Atlântico e as tensões envolvendo a Rússia e as potências ocidentais. O jornal britânico Daily Telegraph relatou hoje que petrolíferas russas têm ordens do Kremlin de se preparar para um corte de fornecimento para Alemanha e Polônia por meio do oleoduto Druzhba já na segunda-feira. Mas a notícia foi rejeitada pelo governo russo e por autoridades das petrolíferas.


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