Petróleo: suporte importante pode garantir a manutenção do barril a US$ 110
21 de agosto de 2008 às 00:03
Principal driver de curto prazo das ações da Petrobras (PETR4, PETR3), o petróleo ganhou destaque especial nas análises nos últimos meses.
Desde seu topo histórico na casa dos US$ 147 em julho, o contrato de petróleo negociado na Nymex (New York Mercantile Exchange) desvalorizou-se mais de US$ 30. Em resposta, as ações preferenciais da Petrobras recuaram 14% nos últimos 30 dias, enquanto os papéis ordinários mais de 12%, conforme apurado no fechamento de terça-feira (19).
Entre os fatores atrelados à queda, destacam-se a retomada do dólar frente às moedas internacionais e os indícios de desaceleração da economia global.
Portanto, se torna imprescindível, para quem acompanha o mercado, ter algum parâmetro sobre os possíveis rumos da commodity, algo que pode ser prenunciado pela análise técnica.
Forte resistência
A partir do rompimento da LTA (Linha de Tendência de Alta) e da média móvel de 50 períodos, o petróleo engatou um intenso movimento corretivo, estancado primeiramente na casa dos US$ 120, como revela o gráfico diário.
Entretanto, o patamar não foi forte o suficiente para aturar a pressão vendedora, cedendo até a casa de US$ 110, forte suporte alicerçado pela média móvel de 200 períodos e pela retração de 61,8% do Fibonacci traçada desde o fundo de janeiro, salienta Christian Cayre, analista da CHR Investor.
Abaixo deste patamar, Daniel Mesterman, analista técnico e sócio da Dojistar Four Gráficos, antevê a busca dos US$ 100, região chave para manutenção dos preços do petróleo, conforme exposto no relatório do Centro de Estudos Globais para a Energia de agosto.
Segundo o documento, a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) impedirá que o preço da commodity ultrapasse por demais os US$ 100, o que, agregado às inferências grafistas, resguarda um importantíssimo suporte.
Retomada da alta
Para Mesterman, a retomada da alta só pode ser declarada quando os preços ultrapassarem a casa dos US$ 122, com próximo destino traçado em US$ 132, principal resistência do gráfico diário.
Na visão do analista da CHR Investor, a retomada da tendência de alta só poderá ser consumada quando o petróleo ultrapassar o topo histórico concentrado nos US$ 147.
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