Postos de trabalho crescem 2,1% no país em 2007, diz Ipea

Estudo divulgado nesta terça-feira (30) pelo Instituto Econômico de Pesquisa Aplicada (Ipea) revela que o número de postos de trabalho cresceu 2,1% entre 2006 e 2007 no Brasil. Em números absolutos, a quantidade de pessoas empregadas passou de 79,7 milhões para 81,4 milhões.


Além disso, a análise, feita com os dados da PNAD 2007 do IBGE, revela que o rendimento real médio dos trabalhadores brasileiros cresceu 3,2% nesta mesma base de comparação e atingiu o maior patamar desde 1996. Somente entre os anos de 2005 e 2007, o aumento da massa de rendimentos foi de 15%. “É o patamar mais elevado da década, embora abaixo do da década de 90”, afirmou o analista do Ipea Lauro Ramos.


O comunicado mostra, ainda, que a taxa de informalidade no mercado de trabalho apresentou uma leve queda e passou de 49,8% para 48,9%, considerando apenas os vínculos mais concretos, como o assalariamento remunerado, o trabalho autônomo e os empregadores. Se consideradas as atividades tangenciais (indivíduos que exerceram trabalho para o próprio consumo ou construção), o grau de informalidade cai de 55,1% para 54,1% entre 2006 e 2007.


Já o número de postos de trabalho dos trabalhadores ocupados aumentou em 1,6 milhões entre 2006 e 2007. Os postos de trabalho formais, por sua vez, aumentaram em 2,1 milhões, no mesmo período. “São empresas que já existiam e estão se formalizando, são empresas que estão sendo substituídas por empresas formais, são empresas que estão crescendo”, arrisca Ramos.


Escolaridade


A análise revela, também, que a porcentagem de trabalhadores com mais de 11 anos de estudo subiu de 19% para 41% entre 1992 e 2007. Em 2001, esse índice era de 30%. Além disso, a quantidade de trabalhadores com menos de três de estudo caiu de 35% em 1992 para 24% em 2001 e, finalmente, para 16% em 2007. “O que pode estar acontecendo é que as pessoas com menos escolaridade podem estar se retirando do mercado de trabalho e procurando refúgio em programas assistenciais, por exemplo”, analisa Ramos.




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