Ao saber que o teste de gravidez deu positivo, tudo muda na rotina de um casal, desde a vida conjugal até a financeira.
"As finanças do casal, se antes eram divididas em dois, agora serão rateadas em três, sem que exista necessariamente o incremento do poder aquisitivo", afirma o diretor do Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing - INVENT, Adriano Maluf Amui.
Nesta hora, além de aproveitar cada momento e novidade, é preciso planejar, cuidando para que a ansiedade não cause um grande rombo no seu orçamento.
Capricho ou necessidade?
De acordo com Amui, um gasto freqüente e, por vezes, inevitável durante a gravidez são os testes de ultra-som.
"Porém, além dos exames de rotina, não raro surgem casos de mães ou pais que, com acesso de ansiedade, criam pretextos para "rever" o bebê pela tela do médico", disse.
Atualmente, é possível registrar cada movimento do bebê, por menor que seja, por meio de exames modernos. No entanto, essa ansiedade pode custar caro - uma média de R$ 500 por exame - o quê pode acabar com o seu orçamento.
Menino ou menina?
A partir do quarto ou quinto mês de gestação já é possível, também pelo ultra-som, saber o sexo do bebê. No entanto, alguns pais mais afoitos já contam com um exame de sangue que, com alguns dias de antecedência, permite que o casal saiba se terá um menino ou uma menina.
A questão é: vale a pena?
"A evolução da medicina diagnóstica é surpreendente", afirmou Amui. "Como ter um filho envolve o lado emocional de nosso cérebro, muitas vezes nesta fase de nossa vida tomamos decisões levadas pela insegurança", completou.
O importante, nesta hora, é seguir orientações médicas. "Se o exame for somente um instrumento para saciar a ansiedade familiar, pode significar gastos desnecessários e também risco à mãe e ao bebê", finalizou Amui.