Produção industrial cresce 10,1% em abril, maior taxa desde outubro

A expansão foi puxada pelos bens de capital, que registraram produção 30,1% maior em abril em relação ao mesmo mês do ano passado.

Na comparação com março, porém, a produção ficou praticamente estável, registrando expansão de 0,2%.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento em abril em relação ao ano passado pode ter sido influenciado por um dia útil a mais no mês em 2008.

A gerente de Análises e Estatísticas Derivadas do IBGE, Isabella Nunes, disse hoje que a produção industrial está estável, em um nível elevado de crescimento. "O patamar do índice de produção (da indústria) está 0,6 ponto porcentual abaixo do de outubro de 2007, que foi recorde histórico", disse Isabella.

Ela destacou que, em relação a março, houve recuperação do setor de refino (+7,3%) e "também houve efeito forte dos veículos automotores (+2,3%)". O setor farmacêutico mostrou alta de 8,1%.

Houve crescimento em vinte e uma das vinte e sete atividades, segundo o IBGE. "As maiores influências positivas sobre a taxa global vieram, por ordem de importância, de veículos automotores (28,0%), máquinas e equipamentos (16,6%), outros equipamentos de transporte (54,8%), farmacêutica (28,5%) e alimentos (6,9%)", disse o instituto.

A produção industrial brasileira cresceu em ritmo ligeiramente abaixo do esperado pela mercado em abril, mas a expansão do mês anterior foi revisto para cima. A produção industrial de março em relação a fevereiro passou de 0,4% para 0,6% e de março ante março do ano passado de 1,3% para 1,5%.

No primeiro quadrimestre deste ano, a produção industrial acumula aumento de 7,3% e no acumulado de 12 meses até abril, de 7%.

Setores

Na comparação com abril do ano passado, 21 dos 27 setores pesquisados tiveram expansão, com destaque para Veículos automotores (28,0%), Máquinas e equipamentos (16,6%) e Outros equipamentos de transporte (54,8%).

A produção de bens de capital saltou 30,1% na comparação anual, sendo o destaque entre as categorias de uso, seguida por bens duráveis, com alta de 22,4%.

A atividade de bens intermediários avançou 5,9% e a de bens semiduráveis e não duráveis subiu 5,3%.

Em abril em relação a março, 16 setores tiveram aumento da atividade, enquanto 11 registraram retração. O destaque foi Refino de petróleo e produção de álcool (+7,3%).

Entre as categorias de uso, na comparação mensal apenas a atividade de bens de capital apresentou expansão, de 1,6%.

A produção de bens intermediários recuou 0,2%; a de bens de consumo duráveis caiu 1,9% e a de bens de consumo semiduráveis e não duráveis declinou 1,5%.


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