De acordo com pesquisa da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), sobre a auto-percepção a respeito da inadimplência, o consumo de produtos financeiros e de crédito dos paulistanos, revelou que metade dos entrevistados consome apenas o essencial, sendo que 31% priorizam o pagamento de contas relativas a necessidades básicas.
No ranking de prioridades estão os gastos relativos ao consumo de água (31%), alimentação (17%), aluguel (13%) e energia elétrica (11%). Gastos com financiamentos, educação, telefone fixo e empréstimos são prioritários para 3% dos pesquisados. Já planos de saúde e condomínio obtiveram 2% e 1% das respostas, respectivamente. Os mesmos índices foram apontados para cartão de crédito e telefone celular, nessa ordem.
Para o economista da ACSP, Marcel Solimeo, os números revelam o comportamento sócio-familiar de quem mora em São Paulo. "Notamos que são privilegiados os pagamentos de produtos e serviços vitais para a família, como água, luz, alimentos e aluguel", disse.
Perfil
Entre os entrevistados que se julgam econômicos, 54% são mulheres, sendo que nas classes D e C2, elas representam 73% e 64%, respectivamente.
Se as mulheres das classes D e C2 se julgam econômicas, o mesmo não acontece com 14% das mulheres da A2, que admitiram serem impulsivas e gastarem mais do que o essencial. Na classe B1 este percentual sobe para 20%.
Ainda sobre o comportamento das pessoas na hora das compras, o levantamento mostrou que 37% dos entrevistados se consideram comedidos, ou seja, pensam antes de gastar em algo que não é essencial. Já outros 19% se julgam endividados. Considerando-se os dados do IBGE, 138.100 pessoas estão nesta situação.
No que diz respeito ao controle de orçamento, somente 36% dos pesquisados costumam controlar os gastos mensais com base numa planilha eletrônica ou manual. Entretanto, 83% dizem levar em conta as compras feitas à vista e a prazo na hora de compor o orçamento.